quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Acho que no fundo eu mesmo não consigo expressar a falta que eu sinto de ti, nem pra mim. Parece que é tão pouco falando, e é tão grande sentindo. Mas mesmo assim eu vejo um novo túnel, e espero que ele se feche logo, pois detesto esse sentimento, principalmente quando invertido. Mas nem se compara com a saudade que eu to, com a vontade que eu tenho, com o carinho que eu preciso. Eu quero voltar pra casa, voltar pra você.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Conforto

Sei que o mundo vai me machucar, que eu vou sofrer, que eu vou chorar. Que vai ter momentos onde vou achar que nada vai dar certo, e as portas vão se fechar. Mas eu espero que quando esses momentos chegarem, eu não precise contar com ombros distantes, e possa achar um conforto, uma saída em pessoas que estão ao alcance das minhas lágrimas.
Pois sei que o mundo vai me machucar, mas também sei que ainda vou rir muito, ser muito feliz, amar de verdade.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O final do túnel.



Eu tenho 72 anos, e como vocês devem imaginar, passei por muita coisa nessa vida. Sempre quando pensava em minha velhice me vinha na cabeça coisas muito melhores do que o destino acabou me reservando. Pensava que depois de uma vida de trabalho árduo, muitas vezes obsessivo e doentio, poderia sossegar numa casa legal, sendo sempre visitado por meus filhos. Com o dinheiro que guardei eu ia fazer viagens espetaculares, conheceria cada esquina de Paris, viajaria pelo mundo com pouquíssimas preocupações, as vezes até incluía em meus devaneios que meus filhos me acompanhariam, talvez com os filhos deles, um grande tour em família, sabe? Depois, quando voltássemos, faríamos os cômodos e rotineiros churrascos aos domingos, a família toda, festejando as datas comemorativas, ou a união de alguém da família. As crianças na piscina, nos irritando repetidamente com gritos e nos molhando com prazer, de vez em quando se machucando, a família toda correndo pro hospital. No natal, a família toda unida, uma grande ceia, com celebrações e alegrias, tudo no espírito de natal, você deve imaginar como. A mesa farta e nós agradecendo por mais um natal em família. De vez em quando eu faria aquelas excursões para o sul do país, com outros idosos, e quando voltasse, meus filhos e netos estariam me esperando. Uma alegria como nunca teria em toda minha vida, tudo muito bem planejado, resultado de uma vida de esforço que valeria a pena ao ver meus netos crescerem, e meus filhos serem ajudados pela poupança que fiz pra eles.

Faz 13 anos que não vejo meus filhos. Recebo notícias no máximo duas vezes ao ano, na maioria das vezes por cartas. Moro numa casa de repouso, eles a bancam pra mim. Todo o dinheiro que guardei para uma velhice segura está nas mãos dos meus filhos, e pelo que me escrevem eles parecem usufruir muito bem desse dinheiro. Tenho um grave problema nos ossos, que vêm me impossibilitando de andar sem ajuda à alguns anos, fora o problema nos ossos descobri que sou diabético, e tenho um sério problema de pressão alta. Tomo remédio controlado para a pressão, diabete, asma e bronquite(que só vim a adquirir depois de idoso) e para minha pele, pois devido a minha grande exposição ao sol quando era novo, eu fiquei com várias manchas na pele e uma grande probabilidade de ter câncer de pele. Fico 4 dias da semana deitado numa cama precisando de ajuda para respirar. Uma enfermeira da casa traz minha comida e muitas vezes não estou em condições de me alimentar sem ajuda. De vez em quando ela lê pra mim, poemas, que me fazem lembrar da minha juventude e do quanto eu era feliz. Me faz lembrar de quando eu corria pela lagoa, jovem, alto, forte e bonito. Nada me impedia naquela época, nada e nem ninguém. Vivia o melhor da vida, aproveitando o máximo, não tinha certeza de como seria meu futuro, mas sonhava com coisas maravilhosas. E agora estou deitado nessa cama, com dificuldade pra respirar e sem família, sem amor. Sobrevivendo ao invés de viver, vendo tudo o que eu construí e sonhei sendo rapidamente rasgado e despedaçado. Não conheço 4 de meus 5 netos. Não me lembro da ultima vez que me senti capaz, vivo. Na verdade, eu já morri faz muito tempo, minha alma deve estar vagando em algum lugar por aí, esperando que meu corpo se envenene de vez para poder ir descansar em paz. Aliás, perdi até as esperanças de descansar em paz. Agora, minha vida se resume em morrer, em esperar. Sonhei alto, batalhei por um mundo melhor, me iludi e iludi todos a minha volta achando que poderíamos fazer a diferença. Ninguém faz a diferença, tudo acaba, todos acabam.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O coração, a sala.

E então tudo estava escuro. Escuro e misteriosamente silencioso. Ela não era daquelas bobas e fracas que morria de medo de baratas e borboletas, mas é que sem ele, sem ele aquilo tudo parecia (e de fato era) tão vazio. E ela desejou voltar no tempo para sentir àquilo que sentiu quando o viu pela primeira vez, quando de fato se apaixonou, quando conseguiu colocar naquela sala vazia e escura, um pouco de luz, e ele. Ele era o verdadeiro dono, o único que importava naquele então melancólico aposento.
Mas agora eram só lembranças, lembranças de um passado perfeito, digno de contos de fadas, mas igualmente dignos de histórias sem o esperado final feliz. Ela se sentia uma marionete do mundo, do destino. Esperava que ele batesse em sua porta e dissesse que foi tudo uma brincadeira. Esperava que ele a abraçasse daquele jeito tão estranho, tão aconchegante. Esperava que ela acordasse desse pesadelo. Que alguém a beliscasse. Ela precisava que isso acontecesse. Porque sem ele, sem ele não havia mais sentido.
E o que ele estava sentindo agora? O que ele pensava de tudo isso? De fato ela não conseguia colocá-lo como um vilão, como um biltre. Mas no entanto, era o que ela queria que acontecesse, e ele também. Queriam que ela ficasse com muita raiva, tanta que pudesse cobrir o amor que sentia, tanta que pudesse fazê-la esquecê-lo de vez, repugná-lo. Mas ela não conseguiu, e se sentia pior ainda com isso.
E ela olhou para os lados, continuava na tal sala vazia, e se deu conta da verdade. Ele não voltaria mais, e essa sala, mesmo que com o tempo voltasse a ter velas, nunca mais acenderia seu lustre central.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Gostava de minhas histórias, Branca de neve, Cinderela, Bela Adormecida...

Eu queria ter o mundo sob meu controle, só pra fazer tudo do meu jeito. Pra mexer no meu destino, e no de todo mundo. Eu ia, primeiro, fazer com que aquele cara que transferiu seu pai, mudasse de idéia. Porque ele não sabe o quanto eu, um pobre garotinho de 14 anos que não influencia nem seus pés, vou sentir sua falta. Falta de te falar tudo que eu to sentindo, sabendo que terei os melhores conselhos sempre. Falta dos seus sarcasmos sem graça, e de ver o quanto você se diverte com eles. Falta de poder te ver com uma certa freqüência que raramente acontecerá ano que vem. Falta de cada momento que a gente viveu e continua vivendo, onde tudo é único, porque é com você. Sem você, eu serei diferente, eu não serei eu mesmo, vai sempre faltar algo, sempre. Como se uma peça do meu quebra-cabeça tivesse sido tirada sem a minha permissão(e uma das grandes), me deixando incompleto. Você é tudo que um dia eu precisei numa amizade, aliás, você é mais do que tudo, você é única. E tudo o que a gente viveu, tudo que a gente passou, ta aqui dentro, guardado. Só espero que um dia tenhamos a oportunidade de lembrar tudo isso de novo. Obrigado Mariana, por ter estado na minha vida esses dois anos e feito deles maravilhosos. Eu te desejo tudo de melhor que o mundo pode dar pra alguém, você vai brilhar, seja no que você escolher você vai brilhar. E quando tu tiver pra baixo, com todos contra você e o mundo parecer apenas uma bola idiota, o seu amigo distante vai sempre estar aqui, pra te escutar, pra tentar compartilhar um pouco da sua dor, pois na realidade é pra isso que servem os amigos distantes, e eu farei isso com o maior prazer. Falar as três palavrinhas mágicas só, não vai transmitir tudo o que eu to sentindo agora, do mesmo jeito que esse texto não transmitiu mas, eu espero que você nunca duvide disso, o amor que eu sinto por ti é pra sempre, e eu sei que a distancia vai diminuí-lo, mas NUNCA vai apagá-lo.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Três é demais.

Eu tinha combinado comigo mesmo de que só ia escrever ficção no blog agora(apesar de que sempre conseguia ligar algo comigo), mas estou quebrando o combinado, me desculpem.Eu queria que Vinícius de Moraes tivesse escrito sobre o que eu to sentindo agora, mas pelo que tenho procurado ele nunca sentiu isso, ou se sentiu não teve coragem de escrever sobre. Sabe aquele negócio de um é pouco, dois é bom e três é demais? Pois é, pra mim um não é pouco, dois não é nem um pouco bom mas três é realmente demais. Acho que é a primeira vez que desejo que não existissem estados separados, que ficasse todo mundo perto. E todos esses meses me (aspas) preparando (aspas) pra essas despedidas simplesmente foram em vão, antes eu ainda conseguia colocar na minha mente que quando o amor é verdadeiro, não tem distancia que apaga. Não que eu não acredite mais nisso (se não acreditasse já tinha morrido), mas eu sei que diminui, e muito. E eu não quero, não quero que fique tudo diferente. Mas como nem tudo é do jeito que eu quero, eu tenho que me conformar. Conformar com a saudade que vou ter da minha trica me dizendo o que fazer, da minha outra trica e as suas loirisses e o sotaque mineiro, e da minha outra trica que sempre tem o que dizer na hora certa e que vive me impressionando. Eu só tenho a dizer que amo muito vocês três, muito. E que eu to muito mal com tudo isso, bem mais do que posso aparentar. Quero dizer pra vocês que nada e nem ninguém pode apagar o que a gente viveu, e que foi realmente eterno, cada momento, cada sorriso, cada briga, cada conselho. E eu espero que um dia a gente possa se reencontrar, espero mesmo, e lembrar desses momentos que fizeram da nossa amizade, a melhor que pode ser. Eu amo vocês demais da conta, e vou sentir muita falta, muita.

Se lembra quando a gente
chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
sem saber
que o pra sempre
sempre acaba

(Mudaram as estações- Cássia Eller)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Contraste


Ele foi sempre conhecido como o moleque, o que adorava se sujar, e correr até se machucar, e subir em árvores até chegar no topo (que sempre era o que mais balançava) e ver os ninhos de passarinhos, um dia até achara um filhotinho lá. Ah, ele também era meio suicida, adorava pular de lugares mais altos do que podia(e devia), e uma fez estava brincando de fingir que ia cortar a boca com uma tesoura até que sua mãe o chamou e no susto ele realmente cortou a boca(esse episódio lhe rendera uma pequena cicatriz que durava até hoje). Ele tivera a infância perfeita, e quem via de fora achava que era um menino que nunca amadureceria de verdade. Mas não, de fato algo deve ter acontecido para isso, mas o menino virou adulto, e um adulto arrogante e impertinente. Cheio de responsabilidades que gostava de achar que tinha e de uma compulsão incrível por manter tudo em ordem. Os que o conheceram agora, velho e rabugento, tem uma idéia muito destorcida do que pode ter sido a infância dele. Um colega de trabalho já chegou a me confessar que não consegue ver uma criança nele, devido a sua forma de tratar as pessoas, era como se ele tivesse pulado a parte de se divertir. Mas não, ele se divertiu, e muito. Eu acredito que na verdade haja algum conflito inteiro se passando em sua mente, ou que algo de grave aconteceu e eu não percebi. Mas é assim, as pessoas amadurecem. Infelizmente ele não conseguiu conciliar a sua parte infantil com a parte adulta. Espero que muitos não sigam seu exemplo.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O segredo (não) revelado


" -Quem és tu para me dares ordens, Sérgio Augusto? És apenas meu amigo, e se queres que eu não minta, o silêncio virá como a melhor resposta, pois respeito tenho com a verdade.


-Ora Ora Madelena, descubro uma outra face de ti, uma face duvidosa, cheia de mistérios. Uma face onde seu desejo por manter um segredo é maior do que uma amizade verdadeira.

-Não pense assim Sérgio Augusto, lhe suplico bom senso. Sabeis muito bem que minha amizade se dirige não somente a você, mas a muitos outros importantes em minha vida. Logo,a confiança que da amizade nasce não pode ser quebrada em função de outra, pois não seria justo.

-Ainda assim, vil Madalena, mostras um descaso enorme com a confiança de nossa amizade. O fato de teres outras amizades é realmente compreensível, mas colocá-las a frente da nossa sem ao menos titubear, isso sim demonstra uma enorme traição.

-Veja bem o que dizes, Sérgio Augusto, insano é teu modo de enxergar a situação. Ponha-te em meu lugar e verás que a razão caminha a meu lado. Como pensas que organizo minhas amizades em uma fila de preferências? Não, não me ofenda de tal forma, peço-te. Não coloco amizade alguma frente à nossa, nem a nossa frente à alguma, sois todos iguais perante às leis do meu coração. Amo a todos igualmente, e respeito a confiança que me dedicam.

-Não devias sentir-se ofendida por ouvir tais palavras. Não me surpreendo, muito menos me sinto ofendido quando organizo filas em meu coração. Há pessoas que merecem os lugares da frente, e pessoas que não. E saibas que estás muito à frente do que muitos nos quais dedico meu sincero carinho. Ponha-te em meu lugar, só assim verás qual é o calibre dessa arma chamada decepção.

-Céus, Sérgio Augusto! Discurssão essa que a nenhum lugar parece nos conduzir... Não sabeis o quanto agradeço-te o espaço dedicado a mim em teu coração, mas parece que não entendes realmente a banalidade da situação da qual fazemos tamanho alarde! Desejo o nosso entendimento defintivo, e confesso que estou tentada a ceder de minha posição. Mas entenda que revelarei depois, em outra ocasião em que ao invés de pena e pergaminho, poderei olhar-te nos olhos e dizer explicando tudo. Peço-te ainda que não julgue as pessoas, temos todos motivos pelos quais o rubor nos sobe ao rosto, contangidos com atitudes e pensamentos. Todos nós. Não julgue precipitadamente, pois sei que possui este mal hábito.

Sim, Madalena, compreendo que esta ocasião não faz juz à bentida revelação. Tendo em vista que nem um dizer importante pode abalar os muros de nossas amizades, muito menos diminuí-los, é melhor nos apressarmos a encerrar esta enorme confusão. Também só tenho a agradecer pelo espaço que tenho em seu coração. E serei o mais compreensível possível quando o dia do esclarecimento chegar, pois sei que temos os nossos momentos de fraqueza onde o sangue que corre em nossas veias põe-se a esquentar e assim não perdemos os controles de nossos atos e dizeres....
Colocarei-me o mais sereno e sábio para esta situação. Podendo assim afastar, embora as vezes seja realmente corroente, esse meu mal hábito."



Mariana Moura como Madalena
Heitor Bufarah como Sérgio Augusto


Isso é um diálogo de mensagens instantâneas em pleno século vinte e um, de dois adolescentes desocupados à meia noite de uma quarta-feira a respeito de uma situação real.
acesse: umcrimeperfeito.blogspot.com

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

e ele tinha tudo que precisava.

E ele tinha tudo que precisava.Entre seus dedos, aquela fumaça venenosa. E sua boca contemplava o mais perfeito azedo gosto que já provara em sua vida, aquele líquido negro e indispensável que o tomara conta faz algum tempo. Com essa dupla perfeita, não podia ficar melhor. Até que resolveu ir à varanda, e olhou para cima em busca de respostas. Viu sua amante, linda, branca e melancólica. Semi-coberta por um véu negro maior do que todos de todo o mundo. Ela era sua verdadeira amante, que apesar de não estar em sua melhor forma(no caso dela, a mais gorda), continuava a hipnotizá-lo como nenhuma mulher jamais conseguiu fazer, nem mesmo aquela da qual ele havia acabado de se despedir. Tragou todas as suas aflições e depois as expirou de seu ser, jogou todos os seus sonhos para o alto, esperando que sua velha nova amante os pegassem de braços abertos e o mostrasse o caminho certo.

Enquanto isso ele esperaria, com as melhores companhias que o ser humano pode ter, a dupla e a amante.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Como vai você?

- Como vai você?

-Bem, e você?

- Melhor agora.

- Ah não, não me venha com essas cantadas, por favor.

- Tudo bem, só estava testando. Se você tivesse correspondido a cantada saberia que é banal demais pra mim.

- Aham Cláudia, senta lá.

-Hã?

-Nada, esquece.

-Pois é, você está tipicamente vestida para afastar os homens sabia?

-É, mas pelo visto não consegui , não é?

-Verdade, mas eu sou especial.

-Aham, todos são.

-Sério, não vou ficar te enchendo o saco ou puxando papo.

-Não? Mas é o que você está fazendo.

- Você gosta de ficar na defensiva assim, né?

- Defensiva?

-É, na defensiva, as mulheres gostam de se fazer de difíceis. Mas o melhor é que nunca dá certo, mulher só acha que sabe mentir. No fundo nós dois sabemos que não sou eu que vou pedir seu telefone no final da conversa.

-Você só pode estar brincando, eu saio do meu trabalho, cheia de coisas pra pensar e vem um homem doido puxando um papo ridículo e ainda dando uma de garanhão achando que eu vou pedir o telefone dele. Você não conhece as mulheres.

-Olha aí, já se interessou. Realmente seu dia estava muito estressante. Está sem brinco, sapato baixo, olheiras enormes. Mas você está aqui, então tem uma quase insignificante disposição para flertar com alguém. E agora você vai aceitar esse drink, vai levantar e a gente vai dançar.

-Não, a gente não fará isso. Mas eu aceito o drink.

-Isso, então é o seguinte, ta vendo aquele cara ali?

-Onde?

-Ali.

-Ah, to. Por quê?

-Porque na hora que eu sair ele vai vir pra te encher o raio da paciência e te deixar ainda mais furiosa. E eu estarei no meu carro, pensando no quanto você estará estressada, e acharei graça.

-Você não sabe chegar em uma mulher. Saia logo daqui, o homem não está nem me olhando.

-Vamos fazer um trato então, eu saiu. Mas se o cara vier falar com você, você vai gritar para todos ouvirem: Ei, você esqueceu de me dar seu telefone. Eu tenho o direito de uma dança.
Fechado?

-Fechado.

- (...)

- (gritando) Ei, você esqueceu de me dar seu telefone!

- (gritando)Claro que não, está no guardanapo do drink! (sai.)

- Meu Deus, ele veio, me cantou de uma forma totalmente ridícula, me fez gritar por ele e foi embora sem a dança. É cada uma que eu me meto. (sai.)


(no outro dia)

-Alô.

-Como vai?

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Ah, eu me odeio por tantas coisas. É impressionante como um scrap acaba com o dia de uma pessoa. To revoltado com a vida, principalmente porque sei que a culpa de tudo é minha. Das minhas notas, da minha insegurança escolar, da minha insegurança emocional, da minha capacidade de sentir ciúmes das pessoas. Mas pra variar tento ver o lado bom, e fico pensando em tudo que pode(e vai) dar certo. Acho que faz pouco tempo que descobri que realmente consigo ver o lado bom das coisas nos piores momentos. (e isso está sendo posto à prova nesse momento).Enfim, o importante é que no final vai dar tudo certo.
eu me odeio.
p.s: ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes.AAAH, dele não, dele não!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

é só faz de conta, não é?




Então ele a encarou pela última vez, esperando que em sua mente se passasse o que ele desejava, esperando que seu corpo correspondesse ao seu toque. Ele levantou, a convidou para uma dança, e eles dançaram, no meio do salão, sendo observados e julgados por todos à volta. Mas não importava. Ela estava incrivelmente deslumbrante, vestida de sangue, de paixão. E ele, em sua estranha serenidade, em sua cortesia e delicadeza inimagináveis. E eles se olharam, mostraram-se cúmplices, e ele sentiu que aquilo nunca acabaria. Ele foi rapidamente encantado, seduzido, percebeu a mágica que rodeava aquilo tudo, os olhos dela penetravam os dele, o deixando totalmente desprevenido. E então, ela pediu licença, se distanciou, pegou sua bolsa e foi embora, sem olhá-lo, sem tocá-lo. E os questionamentos começaram, mostrando-se intermináveis. Por quê? Como? Para onde? Nada disso importava mais. Ele, e somente ele, entendeu o significado do gesto. O tão esperado apresentou-se como já acontecido, um amor às escuras, longe, mas coerente. Ele se deixou encher dessa sensação de prazer o maior tempo possível. Pois afinal, aquilo que havia de acontecer, já tinha acontecido. E acredite, foi eterno.


p.s: Ela se foi, e ele, também.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

mudanças.com

Ah, é tão horrível a idéia de que nada mais está sob meu controle. Nem minha vida, nem meus atos, nem meu destino e o destino das pessoas a minha volta. Sempre tive aquela maldita mania de manipular as coisas, de ver a estrada antes dos meus passos, de ser (ou pelo menos me achar) responsável por tudo que acontece, que tal coisa só de fato aconteceria se eu quisesse e se eu não quisesse ela simplesmente não aconteceria. E isso mudou, e muito. Não gosto da idéia de me ver como alguém vulnerável, alguém que não tem mais tanto orgulho, alguém que seria capaz de se humilhar pra várias coisas. Não, eu não era assim. Amava o fato de achar que a vida não passava de um campo de batalhas onde vence o que tiver a inteligência maior, o que conseguir o que quer. Eu mudei. Não gosto da idéia de mudanças também, e sinto que elas tem cada vez ocorrido mais, e me assusto pelo fato de repugná-las mesmo sabendo que foram pra melhor. Adorava ser o diferente, o que via o mundo de outra forma, o que acreditava em coisas que ninguém pensou em acreditar. Gostava de criar polêmica, intriga, gostava de me estressar a toa, de fazer doce e mais doce. Mudei. Vejo que nunca mais me estressei como me estressava. São raríssimas as vezes em que olho para o mundo e não vejo nada de bom. Gostava de não ver nada de bom, era como se aquilo mostrasse um lado perverso, uma malícia. Gostava de ser malicioso. Não sou mais. Enxergo tudo de uma forma melhor, de uma forma mais otimista. Ah, parei de julgar tanto as pessoas. Adorava julgar as pessoas. Ok, eu ainda julgo. Mas diminuiu muito desde a ultima vez que parei pra pensar nisso.
p.s: como alguns muitos vem dizendo, o que uma mulher não faz na vida de um homem? haha.
Enfim, o fato é que percebi que mudei. Talvez pra melhor. É como se eu tivesse deixado de ser malvado pra ser bonzinho. Não. Bonzinho não. Acho que sou um sub-malvado. :O Acho que sou normal. Eca, normal. :S... Prefiro (e ainda consigo) sustentar a idéia de que não sou normal, ser normal é chato.

domingo, 2 de novembro de 2008

Por você...



Por você,eu dançaria tango no teto
Eu limparia os trilhos do metrô
Eu iria a pé do Rio à Salvador

Eu aceitaria, a vida como ela é
Viajaria a prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno

Por Você!
Eu deixaria de beber
Por Você!

Eu ficaria rico num mês
Eu dormiria de meia prá virar burguês

Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia, a mesma mulher

Por Você! Por Você!
Por Você! Por Você!

Por Você!
Conseguiria até ficar alegre
Pintaria todo o céu de vermelho
Eu teria mais herdeiros que um coelho

Eu aceitaria, a vida como ela é
Viajaria à prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher

Por Você! Por Você!
Por Você! Por Você!

Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher

Por Você! Por Você!
Por Você! Por Você!


Por você- Barão Vermelho;

I love you baaby...


You're just too good to be true
Can't take my eyes off you
You feel like heaven to touch
I wanna hold you so much
At long last love has arrived
And I thank God I'm alive
You're just too good to be true
Can't take my eyes off you


Pardon the way that I stare
There's nothing else to compare
The sight of you makes me weak
There are no words left to speak
So if you feel like I feel
Please let me know that it's real
You're just to good to be true
Can't take my eyes off you


I love you baby, and if it's quite alright
I need you baby to warm the lonely nights
I love you baby, trust in me when I say
Oh pretty baby, don't bring me down I pray
Oh pretty baby, now that I've found you, stay
Let me love you baby, let me love you

You're just too good to be true
Can't take my eyes off you
You feel like heaven to touch
I wanna hold you so much
At long last love has arrived
And I thank God I'm alive
You're just too good to be true
Can't take my eyes off you


I love you baby, and if it's quite alright
I need you baby to warm the lonely nights
I love you baby, trust in me when I say
Oh pretty baby, don't bring me down I pray
Oh pretty baby, now that I've found you, stay
Let me love you baby, let me love you.
Cant take my eyes of you- Muse

domingo, 26 de outubro de 2008

malditas palavras.

e quando a gente espera o máximo, vemos o mínimo...mas sobrevivemos.

p.s:palavras que não precisaram ser ditas pra decepcionarem, e que talvez tenham decepcionado apenas por não serem ditas.
Mas afinal, como diz algum poeta famoso: Nós não nos decepcionamos com as pessoas, apenas esperamos delas mais do que elas podem nos dar.

palavras.

"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que já não podiam escutar a música..."

p.s: de um extremo ao outro, não sei como sobrevivo.

sábado, 25 de outubro de 2008

haja o que houver.

Never knew I could feel like this
Like I have never seen the sky before
I want to vanish inside your kiss
Every day I love you more and more
Listen to my heart, can you hear it sings
Telling me to give you everything
Seasons may change, winter to spring
But I love you until the end of time

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day

Suddenly the world seems such a perfect place
Suddenly it moves with such a perfect grace
Suddenly my life doesn't seem such a waste
It all revolves around you
And there's no mountain too high
No river too wide
Sing out this song and I'll be there by your side
Storm clouds may gather
And stars may collide
But I love you until the end of time

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day

Oh, come what may, come what may
I will love you,
I will love you
Suddenly the world seems such a perfect place

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day.

Come what may- Mouling Rouge

terça-feira, 21 de outubro de 2008

minha menina.

minha menina.

menina que me guia
menina que me leva
menina que me supreende

menina rebelde
menina inconstante
menina inconciente

menina que me preocupa com tanta despreocupação
menina que me mostra como é viver com emoção
menina que me cerca de tudo o que eu mais preciso
menina que me vê como mais nenhum consegue

saiba você minha menina, que és tudo que eu preciso
que sem você a minha vida simplesmente não tem sentido
que o meu amor por você é como nunca, indescritível
e que a mera suposição de te perder, me faz sentir que não consigo

porque afinal minha menina, eu com você sou eu, eu sem você nada sou.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Nelson Rodrigues

Nelson Rodrigues é um gênio, fato! Hoje parei para reler a peça que mais gosto dele "A mulher sem pecado", é impressionante a alma dos personagens, o conflito interno de Olegário que faz quem estar lendo ficar angustiado, a pureza de Lídia que agüenta o ciúmes doentio de seu Marido.
Olegário é uma paralítico casado com Lídia, ele tem um ciúme angustiante e a questiona todo o tempo sobre a fidelidade, inventa histórias mirabolantes e coloca pessoas para vigiá-la até quando vai a padaria. E Lídia é totalmente fiel a seu marido e agüenta as loucuras que ele faz por causa desse ciúmes, Olegário no fundo sabe que sua mulher é fiel mas não se conforma com isso e coloca na cabeça dela que ela tem que ser infiel, inventa bizarrices como quando fala que ela o trai quando esta no chuveiro, olhando o próprio corpo, pra ele isso é uma infâmia. Uma peça altamente psicológica que consegue encantar qualquer um que esteja lendo.
Um trecho que consegui pegar na internet:

(Olegário vira a cadeira e a impulsiona até a outra extremidade do palco. Lídia tem um olhar intraduzível para a cadeira. Olegário volta para junto de Lídia e d. Aninha.)

OLEGÁRIO (cruel) - V-8!

LÍDIA (virando-se, rápida) - O quê?!

OLEGÁRIO (com rancor e com voz surda) - V-8! V-8, sim! Não adianta olhar para mim dessa maneira, (com escárnio) V-8! No Grajaú era assim que todo o mundo chamava você. Ou vai dizer que não?

LÍDIA (desesperada) - Você está vendo? É por isso que eu evito vir aqui! Para não ouvir o que Você me diz! Para não agüentar seus ciúmes!

OLEGÁRIO (com insistência cruel) - Mas chamavam ou não chamavam você de V-8?

LÍDIA (sem lhe dar atenção às palavras) - Engraçado, Você não era assim!

OLEGÁRIO (obcecado) - V-8! (Lídia vira-se para olhá -lo com absoluto desprezo. Olegário está de costas para a platéia.)

LÍDIA (com voz surda)- Continue dizendo V-8! Continue!

OLEGÁRIO (cínico)- Você quer saber de uma coisa? Eu acho que a fidelidade devia ser uma virtude facultativa.

LÍDIA (com desprezo)- Desistiu de me chamar de V-8?

OLEGÁRIO (continuando, cínico)- Você não acha que seria negócio pra você e para todas as mulheres? Que a fidelidade fosse uma virtude facultativa? A mulher seria fiel ou não, segundo as suas disposições de cada dia.(sardônico) Você com o direito --- de ser infiel. Que beleza!

(Lídia volta-se para d.Aninha, ficando de costas para a platéia)

OLEGÁRIO (perverso)- Não diz nada?(Lídia, em silêncio. Olegário mete a mão no bolso. Tira o telegrama. Lê para si.)

OLEGÁRIO (com intenção) - Eu tenho aqui um telegrama que você daria tudo para ler!

LÍDIA (cortante) - Não me interessa!

OLEGÁRIO (positivo) - Isso é o que Você pensa! (provocador) Se você soubesse o que diz esse telegrama! Faça uma idéia!

LÍDIA (desabrida) - Não faço idéia nenhuma!

OLEGÁRIO (enigmático) – Sabe quem sofreu um acidente? Imagine!?

LÍDIA (vira-se para Olegário. Olha-o) -Quem?

OLEGÁRIO (com afetação) - Coitado! Um desastre de automóvel - veja você! Ficou com as duas pernas esmagados!

LÍDIA (contendo-se) - Mas quem foi?

OLEGÁRIO (sardônico) - Então não desconfiou ainda?

LÍDIA (nervosa) - Desconfiar de quê, Olegário? Diga!

OLEGÁRIO (cruel) - Quem ficou com as pernas esmagados! Foi seu amante! Ficou com as duas pernas esmagados! (Lídia recua, de frente para Olegário, em direção da escada.)

LÍDIA - Não! Não! Eu não tenho amante! Nunca tive amante! (Olegário a acompanha, na cadeira de rodas.)

OLEGÁRIO (num grito estrangulado) - Me enganando... Me traindo...

LÍDIA (com expressão de terror) - Eu vou-me embora. Não fico mais aqui!

OLEGÁRIO (impulsionando a cadeira, enquanto Lídia recua) - Vai embora, para onde? (como que caindo em si) Lídia! Venha cá, Lídia!

LÍDIA (no segundo degrau, de frente para Olegário, obstinada) - Eu vou-me embora!

OLEGÁRIO (encostando a cadeira na escada, em pânico) - Não, Lídia! Desça! Eu menti! Desça!

LÍDIA (subindo mais um degrau, implacável) - Não!

OLEGÁRIO (em pânico) - Foi brincadeira, Lídia! Venha cá !

LÍDIA (com rancor) - Brincadeira, isso?

OLEGÁRIO (suplicante) - Eu quis fazer uma experiência com você, Lídia! Inventei a história das pernas esmagados. Desça, Lídia! Desça! O telegrama não tem nada! É outra coisa!

(Lídia desce lentamente e senta-se no primeiro degrau.)

LÍDIA (patética)- E eu ter que aturar isso!

OLEGÁRIO- Eu quis ver se você caía. (sardônico) Uma notícia dada a queima-roupa às vezes produz reações surpreendentes. (para Lídia, com excitação)Se você desmaiasse, dissesse um nome...

LÍDIA (dolorosa) - Ah, meu Deus! Dia e noite, a mesma coisa! (espremendo a cabeça entre as mãos) Antigamente, Você não era assim!

OLEGÁRIO (virando a cadeira) - Não era assim, como?

LÍDlA (amarga) - Não era assim, não! Está assim depois que ficou doente. Antes, preferia o escritório a mim. (excitada) E só conversava sobre negócios. (Vem sentar-se numa cadeira.)

OLEGÁRIO - Mas você era feliz, não era?

LÍDIA (excitada) - Feliz, eu! (afirmativa) Nunca fui, meu filho! (com ironia e noutro tom) Como eu poderia ser feliz abandonada? Abandonada, sim, por um marido que chegava em casa às 2, 3 horas da manhã!

OLEGÁRIO (sem olhar para a mulher) - Diga só uma coisa. Você não teve sempre "tudo" de mim, tudo?

LÍDIA (amarga) - O que é que Você chama "tudo"? (noutro tom) Já sei. "Tudo" para você são móveis, casa, automóvel, cinema, dinheiro! - "Tudo"! Você se esquece que eu tive "tudo" -'como você diz - tudo, menos marido. É o que muitas não têm - muitas - marido!

OLEGÁRIO (irônico) - Então você nunca teve marido?

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LÍDIA (cansada) - Olha, Olegário, eu vou ver uma coisa lá em cima. (Lídia começa a sair para a escada)

OLEGÁRIO (baixo) - V-8!

LÍDIA - O quê?

OLEGÁRIO - V-8!

(Desesperada, Lídia sobe a escada correndo. O olhar de Olegário acompanha Lídia. Luz em penumbra. Luz vertical sobre Olegário.)

Enfim, se alguém quiser criar um grupo de teatro e montar "A mulher sem pecado" me chamem, por favor. ;)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O dia que nascer diferente.

E o que será que vai ser daqui pra frente? Queria ser aqueles advinhas pra poder ver o que vai acontecer...aliás, não queria não, adoro adrenalina e ia perder totalmente a graça se eu já soubesse. Preciso te abraçar, te olhar nos olhos e falar tudo que estou sentindo, pois só você é capaz de me fazer sorrir do nada, de sentir que o dia valeu a pena, de ter a certeza de que vai dar tudo certo, de pensar em coisas que eu nunca imaginei, de acelerar os batimentos cardíacos quando olho pra você, de perceber que nem tudo que eu penso é o correto, de querer compartilhar tudo que penso e sinto com uma pessoa, de saber que o meu carinho por você só aumenta a cada dia. E viver sonhando que vai dar tudo certo, que eu vou ter a chance de te fazer feliz, e sonhar com o dia que vai nascer diferente nos meus olhos, que eu vou achar tudo e todos lindos, que você vai estar ao meu lado, que eu vou ter mais certezas que incertezas. Mas até que esse dia chegue, a gente vai levando a vida com a cabeça nas nuvens e os pés no chão sem perder a confiança mas sem se iludir com a beleza da vida. ;)

Resmungando.

Nossa, estou me sentindo mal por estar a uma semana sem postar no blog. Todos os dias tento escrever algo e só saem melecas (hoje literalmente pois peguei uma gripe do caramba)acho que estou perdendo a prática. Ah, por falar em gripe, sempre quando eu pego gripe eu lembro da Ana (sim Ana, de você!) fico reclamão, fraco e me queixando de dores que as vezes nem são tão fortes mas é como se isso já fizesse parte de mim, é estranho.E o pior é que me sinto bem estando mal, sei lá é estranho...deve ter um nome pra isso, como se a gripe roubasse os meus pensamentos e problemas.
Pois é, final do ano ta chegando e quando passar a minha gripe sinto que milhares de pensamentos e preocupações dominarão minha cabeça, aliás, já dominaram mas estão gripados demais pra me fazerem ficar desesperado. Primeira vez na minha vida que eu estou com medo de reprovar (não, eu não acho isso bonito Laura, Júlia, Ana e Bruna (que são as únicas pessoas que lêem o blog. Aliás acho que a bê nem lê mais tudo bem))mas sei lá, é estanhão estar precisando de nota assim. Ah, e ta começando a cair a ficha de que a Júlia vai embora e eu queria/esperava que essa ficha caísse mais tarde, pra eu ficar menos triste.
Sim, resumindo minha vida ultimamente: problemas escolares, saudades da Ana (sério, to pra morrer de saudade de ti, Ana), congestão nasal, ódio mortal de Juiz de Fora, brigado com metade de meus amigos, com saudades da Yasmin, da Bê, da Gabi, da Rá e da Nath.
E aah, tem uma coisa boa no meio de todo isso (e confesso que é a que me faz agüentar todo esse tranco): eu continuo apaixonado. *-*

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

8.

Hoje eu quero protestar, é isso mesmo, protestar contra a falta de sensibilidade das pessoas. É no mínimo estranho o fato de 8 pessoas serem ligadas de tal forma que poderiam dar a vida pelo outro, sim, a vida. Eu, graças a Deus, sou um felizardo por estar entre essas 8. Agora me diz um negócio, como 8 pessoas que se chamam de irmãos, que fazem tudo pelo outro, que ficam depressivas com a depressão do outro, podem simplesmente ignorar o fato de que 3 delas vão embora? Como duas delas podem simplesmente fingir que não são mais amigas? Pra mim isso é resultado de uma falta de maturidade incrível, pois sei que, apesar delas não admitirem, uma morre de saudades da outra. Nessas horas que eu fico depressivo por lembrar o que a gente passou, da nossa intimidade, dos risos e mais risos, dos choros e mais choros (porque elas choram demais, acredite!) da convivência mesmo. Eu fui um dos últimos a entrar no meio disso e lembro do encanto que tinha pela a amizade da Ana e da Jú, sérião, sonhava em ter uma amizade daquelas, parecia de cinema sabe? Chamavam-se de irmãs e tudo, achava tudo isso o máximo. E agora fico besta ao perceber que é assim que funciona comigo agora, e não é só com uma e sim com 7 (há, sou poderoso). Mas, como nada é perfeito, o orgulho de alguns e a falta de sensibilidade de todos(sim, todos!) fez com que uma parte disso se perdesse, e agora eu sinto que tudo é incompleto, como se me faltasse um braço ou um olho, mas tudo bem, né? Os 8 são mestres quando a questão é o orgulho.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Par ou ímpar

- Par.

-Ímpar.

-Ganhei!

-Não, eu ganhei.

-Claro que não, eu era par.

- Não, você era ímpar.

-Deixa de ser mentiroso, eu começo.

-Deixa de mentira você, eu ganhei.

-EU ganhei.

-Fui eu que ganhei, mas vamos de novo.

-ok, PAR!

-ÍMPAR!

-Ganhei!

-Não, isso é um 4.

-Claro que não, é um 3.

-Meu Deus, você não sabe perder.

-Você que não sabe, você colocou esse depois.

-Claro que não.

-Claro que sim, nossa...como você mente.

-EU minto? Você que ta roubando.

-Haha, muito engraçado...você sabe que você que ta roubando.

-Quer saber, não quero mais jogar.

-Nem eu.

domingo, 5 de outubro de 2008

Cabeça nas nuvens e os pés no chão

Ah, as nuvens...me sinto mergulhando nelas como quando os aviões passam dentro delas e tudo fica branco, aqui dentro esse branco significa leveza, significa incertezas que as vezes parecem tão certas, significa um bem estar por poder mostrar pra todo mundo que você só me faz bem. É tão bizarro o ritmo descompassado do meu coração quando eu vejo as 5 letras que quando juntas formam o que me faz feliz, e quando eu faço uma cara de idiota apaixonado (eu nunca vi, mas sei que faço) quando você dá a sua opinião sobre algumas meninas com quem eu me relaciono ou quando leio algumas coisas que você escreve sonhando que fossem pra mim. E perceber que me apaixono todo dia por você de novo, as vezes só por uma frase sua, me faz ver o quanto você é importante pra mim. E as vezes sinto que posso voar, tirar os pés do chão e passar o dia imaginando, sonhando, porque sei que na hora certa eu voltarei ao chão, sem me machucar, sem me arrepender. Aliás, sinto que tudo está diferente de quando começou, como se estivesse maior, mais forte, mais sólido e fico feliz com isso. Como eu queria passar pra você nem que fosse a metade do que você passa pra mim, queria poder te fazer rir, te fazer sentir que tudo será mais fácil se eu estiver do seu lado, queria te passar segurança, queria conseguir roubar nem que fosse meia hora do que passa na sua cabeça e ficar lá, queria poder estender a minha mão sabendo que você vai segurá-la.

sábado, 4 de outubro de 2008

a falta de criatividade e do que fazer me fez escutar 25 músicas seguidas de uma banda que nunca tinha escuta, somente pra postar algo.¬¬
então, com vocês: Sessão Ludov

Já é tarde pra mais uma rodada
Seus problemas e dilemas não estão mais aqui
Tanto faz ser vítima ou culpada
Abra os olhos e as janelas
Deixe o sol te iluminar
Deixe tudo pra lá
-------------------
Fala a verdade, por favorDiz que é mentira esse rumor
Que você vive sofrendo
Que você anda morrendo de pavor
-------------------
Deixa eu te ninar
Deixa eu perder meus dedos nos teus cabeloes
Teus pesadelos vão terminar
-------------------
E o que eu queria era ficar com você
Tudo que eu mais queria era ficar com você
-------------------
Sei que tudo há de vir no seu devido tempo
Quem me dera dar o mundo pra vocêE um pouco mais de paz
-------------------
Vou te pegar a mão
Te levantar do chão
Te levantar do chão

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Cidade dos Anjos


Tocar. Esse é o poder que os anjos não têm e eu realmente acredito que não deve ser fácil viver sem poder sentir. Mas trocar a eternidade por uma noite, a música no pôr-do-sol por apenas uma alegria, por poder senti-la uma vez que fosse, isso sim é raro. O poder que esse toque tem é maior do que todo o amor do mundo e as inúmeras mensagens que ele passa são incríveis. Ver uma vida sendo trocada por uma noite é no mínimo assustador, mas só prova o quão estranho é esse mundo e o quão maravilhoso o mesmo é com toda essa estranheza. A mulher que se apaixona por um anjo, e o homem que acredita que sentir os cabelos dela entre seus dedos vale o preço da eternidade, assim me surpreendo com o poder do toque. Mas afinal, o que é o amor se não uma surpresa?
Ele é um anjo. Ela é uma simples mortal. Juntos conheceram algo mais forte que as regras do universo.
Sintam-se tocados.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Tenho cada dia mais sonhado com um momento que talvez não venha, e hoje tento partilhar um pouco o que estou sentindo com essa folha virtual. Amar uma pessoa não é tão fácil, e provavelmente vocês que estão lendo sabem disso, mas amar e precisar ser forte, precisar saber diferir o amor da amizade, isso sim não é pra qualquer um, e eu estou cada dia ficando pior nisso. Ter que compreender que não é só você que está lutando também não é fácil, principalmente sabendo que outros não têm tanto a perder, tenho encontrado cada vez menos motivos pra me manter sereno, pra tapar os olhos, tenho falado cada vez mais a minha opinião e tenho medo que isso seja visto de outra forma. Além disso, tenho sido até taxado por apelidos idiotas e tenho me estressado mais constantemente com a falta de respeito de algumas pessoas, que falam como se eu fosse um empecilho, como se eu tivesse que simplesmente esquecer o que sinto e deixar a vida levar. Mas não, acho que o que o correto é seguir o que sente, e se for pra desistir que seja sabendo que é pra deixar alguém melhor lutando, como no meu caso isso é totalmente ao contrário e como continuo tentando fazê-la mais feliz, é obvio que lutarei até o final. Admito que de uns tempos pra cá descobri que minha felicidade deve-se unicamente a ela e que a admiro cada dia mais como pessoa, sonho com o dia que eu ainda vou poder rir de tudo isso, de tudo que eu tenho sentido, sonho com o dia de que isso terá virado história mas temo ao dizer que sei que esse dia está longe.

E pra mim o menino e o segurança são apenas lutadores, e pelas historinhas ouvidas e lidas, o menino pode trocar de personagem e virar muito menos do que um segurança fortão. Acredito que o atual segurança é quem tem se preocupado com a menina, é quem a fará feliz. (se é pra usar os apelidos clichês, usemos direito)

domingo, 28 de setembro de 2008

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH(grito interno).

O importante.


O importante é ter consigo a certeza de que alimenta a idéia de continuar, de prosseguir sem medo de cair, de mostrar o seu valor para o mundo inteiro.


O importante é viver a vida com a consciência de que está tentando fazer o melhor às pessoas que ama e que pode fazer cada dia mais por elas.


O importante é saber que se pode construir um futuro bom, basta estar realmente empenhado em fazê-lo e que as pessoas importantes, mesmo que distantes estarão sempre presentes nesse futuro.


O importante é não perder a confiança nos momentos em que o mundo inteiro está contra você e acreditar que você sempre solucionará os problemas que a vida impor da melhor maneira.


O importante é contar sempre com pessoas que estão ao seu lado, e confiar que em suas palavras ou em seu ouvido, poderemos aliviar tudo o que estivermos sentindo.


O importante é amar e aproveitar os sentimentos bons que isso oferece, e tentar não pensar nos problemas que isso causa e assim se sentir cada dia melhor.


E o mais importante é ser feliz, sem medo de desestruturar o que não te agrade, sem medo de perder a batalha, sem medo de fazer o que for preciso para tornar o mundo cada vez melhor.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

ai.

é, ter 12 provas praticamente seguidas faz a pessoa perder totalmente a inspiração para textos...

domingo, 21 de setembro de 2008

Mais uma noite.

Mais uma noite, mas não uma qualquer. Uma noite de acontecimentos, surpresas e decepções interiores. Uma noite pra não ser apagada, mas uma noite onde momentos não deviam ter sido guardados e sentimentos não deveriam ter sido desprendidos. Uma noite pra se perceber o que se pensa, uma noite pra organizar os pensamentos bruscamente através de atos próprios e alheios. Uma noite pra se sentir feliz com as pessoas que ama, mas pra se entristecer que idiotices e pra se culpar mesmo (porque as vezes faz bem para organizar sua cabeça) pelo que o que aconteceu e o que não aconteceu. Mais que uma noite pra se divertir, uma noite pra aprender e pra viver mas apenas uma noite, de muitas outras que virão.

sábado, 20 de setembro de 2008

Talvez.

Talvez eu saia, talvez eu ame, talvez eu compreenda mas talvez não. Talvez eu desgoste, talvez eu adore, talvez eu não ligue, talvez eu precise. Talvez eu suponha, talvez eu proponha, talvez eu participe, talvez eu comece mas talvez eu termine. Talvez eu morra, talvez eu viva, talvez eu morra de viver, talvez eu encontre um sentido, talvez eu não precise de sentidos, talvez eu não tenha sentido. Talvez eu caia, talvez eu levante, talvez eu continue, talvez eu pare, talvez eu ande, talvez eu brinque, talvez eu fale mal, talvez eu marginalize. Talvez eu tenha, talvez eu ignore, talvez eu me arrependa, talvez eu aprenda, talvez eu entenda. Talvez eu ria, talvez eu leia, talvez eu fale, talvez eu cale, talvez eu respire. Talvez eu me estresse, talvez eu me culpe, talvez eu chore, talvez eu perca as esperanças. Talvez eu seja, talvez eu não seja, talvez eu mereça, talvez eu deva, talvez eu resolva, talvez eu esqueça, talvez eu queira... talvez eu perca mas talvez eu vença.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Cheque e Mate.

Me jogo, me jogo desse abismo sentindo arrepio nos pelos, sentindo a poeira nos olhos, mas vale a pena, pois me jogo para novas emoções, para uma vida nova, me jogo para não haver dúvidas de que sou insano e de que gosto disso. E me jogo a espera de que as sensações momentâneas encham o meu copo de sentimentos antes de estilhaçá-lo no chão, mas afinal, pra que se importar se não tenho nada a perder? Estou é feliz com a sensação de liberdade, com o sangue correndo nas veias e sinto borboletas em meu estômago. Talvez seja aí que esteja a graça, na verdadeira adrenalina, de estar pronto para acabar com tudo o que veio até aqui, talvez esse seja o ponto final o fim da linha do metro, seja lá o que for, só sei que representa um começo, uma volta, um all in onde aposto tudo sem esperar nada.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

sentir, viver, ser, ouvir, cantar, chorar, estudar, bagunçar....

Com o tempo você percebe que a vida não é tão fácil quanto parece mas que também não é tão difícil, se derrota pensando que o mundo está todo contra você mas se esquece que as vezes não precisamos do mundo e sim apenas de uma minúscula parcela dele. E a cada dia que passa você reflete sobre seus atos e se conforma com o fato de que nem sempre eles serão os melhores, de que você erra e, acredite, serás julgado bem mais pelos seus erros do que pelos seus acertos. Mas mesmo assim você consegue levar a vida, entre erros e acertos, entre ser julgado e julgar, e começa a perceber que assim como existem pessoas perfeitas, existem as imperfeitas e que elas podem ser igualmente interessantes, e aí começam a vir às dúvidas, as incertezas que na maioria das vezes são seguidas de erros fatais ou acertos incríveis. E você passa para fase das perguntas sobre o mundo, da formação de opinião política, religiosa, amorosa e até amigosa(me fugiu o termo correto, se é que ele existe),pois assim como as vezes você se sente julgado, mesmo que inconscientemente você julga os outros e com o tempo começa a perceber o quanto isso é necessário para a sua formação. Ah, não esquecendo que no meio disso vem muitas risadas, muita felicidade e momentos inesquecíveis com pessoas incríveis, e é isso que faz tudo valer a pena. Mas assim como ficamos felizes com essas pessoas, também há momentos de tristeza porque afinal, somos jovens e brigas são nosso sobrenome. E os dias passam e você começa a eleger as pessoas importantes pra você e começa a protegê-las como uma mãe protege os filhos, e percebe o quanto isso é bom e o quanto isso faz bem. Por esses e outros motivos é que dizem que os adolescentes são tão complicados, mas a verdade é que nós temos uma sede imensa de viver e uma falta de preocupação com o que os outros vão pensar, pois o importante é ser feliz, não importa com o que ou com quem, o importante é viver cada minuto como se fosse o seu último.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Pensamentos vem e vão, eles vem e vão e vem e vão. Sério, eles vem.

You know I care for you
You know that I will be true
You know that I won't lie
You know that I will try
Be your everything

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

eu sei que vou te amar, por toda a minha vida....

Era uma vez um menino, ele estava passando para uma nova etapa de sua vida, pensando nos novos desafios, nas novas esperanças. E essa etapa começou a se estabilizar, foi aí que ele percebeu o amor, percebeu que se sentia mais feliz conversando com uma certa menina do que com outras, percebeu que se encantava de uma forma como nunca tinha se encantado com o sorriso dela, percebeu que nunca tinha visto ninguém mais bonita, e nem mais encantadora do que ela, ela era perfeita, a mulher ideal, a mulher de seus sonhos, afinal além de toda a sua beleza ela ainda era inteligente e autêntica, era uma menina rara, a gente encontra poucas como essas no mundo inteiro(aliás, só pra ressaltar o quanto ela era bonita, ela ficava incrivelmente linda até quando se estressava, na maioria das vezes por sentir frio). Então ele sentiu seu coração bater mais forte, sua perna ficar bamba, se sentiu um besta ao olhar pra ela, e a cada dia que passava, mesmo sabendo das impossíveis condições de seu amor (sim, ela era apaixonada pelo ex- namorado) ele a amava mais e mais. E o tempo ia passando e idéias loucas passavam por sua cabeça, mas depois de tudo ele resolveu tentar esquecê-la e não conseguiu. E mesmo depois de ter certeza que ela não era mais apaixonada pelo ex ele continuou a amando sem ter a oportunidade de mais do que esse sentimento. E hoje em dia esse menino anda por aí, besta, louco, e com a sensação de que mesmo ainda a amando mais do que tudo, se sente feliz em tê-la como amiga, em poder compartilhar risos, em poder ao menos conversar com ela (e zoar com ela, pois esqueci de dizer, ela é incrivelmente baixinha, não que isso a torne menos bonita) e isso o torna um garoto feliz. Ah, e apesar de tudo, ele não vai desistir.

Peter Pan.

e ele, que nunca tinha pensado na fantasmagórica idéia de crescer, se viu portador de sentimentos que ele julgava impossíveis de sentir, e como seu orgulho era maior do que tudo ele tentava desesperadamente lutar contra seus sentimentos, até que um dia ele percebeu, percebeu que ele teria que crescer, teria que largar a terra do nunca se quisesse continuar com esses sentimentos. Mas, outra vez, se deixou levar pelo medo, se aterrorizou com o desconhecido e resolveu que era melhor continuar ser para sempre criança do que ter que assumir responsabilidades, e assim continuou guardando para si o desejo de tê-la mais do que companheira de aventuras, e a deixou partir. Temos que admitir que ele pensou bem antes de fazê-lo mas de uma alguma forma ele concluiu que já era feliz antes da chegada dela e que o capitão gancho e a sininho mereciam toda a sua atenção, mas o amor que ele sentia pela Wendy não se apagava mesmo com suas tentativas frustradas, por isso, de vez em quando ele ia para a janela, vê-la contar histórias para seus irmãos, que na maioria das vezes, se tratavam de sua história, das aventuras de Peter Pan na terra do nunca. Ela também nunca o esquecera, mas era uma garota firme, inteligente e encantadora e não deixaria de crescer apenas pelo fato de que seu amado divergia com suas idéias, no fundo ela esperava que um dia ele voltasse, que a falasse que mudou de idéia, mas com o passar dos anos desistiu dessa idéia, e cresceu, e casou, e teve uma linda filha. Apesar de não como nos contos de fadas, todos viveram felizes para sempre.

domingo, 14 de setembro de 2008

e os meus sonhos nunca mais foram os mesmos...

saudade,distância,dependência, amizade,amor.

O que antes era apenas saudade, hoje se transformou em dependência. Quanto mais o tempo passa mais eu sinto falta de ti, mais eu penso em como seria minha vida se nos falássemos com aquela freqüência. Ah, maldita distância, essa que é melhor amiga da saudade, duas idiotas que me fazem me perder tentando te encontrar. Um sentimento verdadeiro e destruidor me domina, a falta de ti me faz pensar em coisas que jamais pensei, me faz errar pelo simples fato de que não quero tentar. Espero que, em breve, tudo volte ao normal, espero que eu consiga ir e ficar de vez, e assim todos os meus objetivos estarão mais fáceis, porque você estará ao meu lado fisicamente. Bia, nossa amizade passa as fronteiras do verdadeiro, você é única, você é especial, você é inesquecível e eu te amo.

sábado, 13 de setembro de 2008

condição.

Mergulho em um mar de opções, de dúvidas e (in)certezas. Sinto-me muito próximo de um abismo, um abismo inevitável que pode me levar ao que eu quiser. Mas o que eu quero? O que eu penso? O que eu sinto? É certo que as vezes a vida nos traz mais confusões do que precisamos, mas no meu caso, não tenho confusões graves, e mesmo assim me sinto como se as tivesse e (mesmo elas não realmente existindo) me corrôo por elas, me sinto cada vez mais fraco.

Zeca Baleiro é um gênio, fato.

tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida.

Preciso de ti, esse é a grande verdade. Apesar de todas as brincadeiras, não tem nada mais sério e verdadeiro do que sinto por você. Tenho achado cada vez mais embaraçoso escrever sobre amor, porque sei que não vou resistir e vou te mostrar tudo, whatever eu te amo e é isso que tem me sustentando, agora fico até admirando o quanto fico besta quando te olho, quando falo contigo. E a mera possibilidade de outra pessoa estar sentindo o mesmo, ou pelo menos tentando o que tento, me destrói, me derrota.

terça-feira, 25 de março de 2008

Pressão.

sim,o lato sensu é tudo o que falam,



e muito mais.

terça-feira, 4 de março de 2008

Paranóia.

Heitor- cara to ficando louco com esse colégio e com tudo que está acontecendo na minha vida e na vida das minhas amigas,quero tanto o la salle de volta.

Heitor Anjo- isso é só no começo,você está se adaptando as mudanças na sua vida,tudo isso vai passar e tudo vai ficar bem.

Heitor Diabo- você está certo,esse negócio de mudar de escola não te fez nenhum bem e nem vai te fazer,acho melhor você dar um jeito de correr de lá, antes que aquilo te engula e te separe de todos os seus amigos.

Heitor Anjo- nada disso,você não vai se separar dos seus amigos,você precisa deles e eles precisam de você

Heitor Diabo- não precisam nada...são seis meninas e elas conseguem se entender, e aliás você não contribui nada no meio delas,vai resolver os teus problemas e deixa elas em paz.

Heitor Anjo- Céus que bobagem,sem seus amigos você não conseguirá sobreviver a isso,eles que vão te dar todo o apoio que você precisa.

Heitor Diabo- não cobre nada dos seus amigos,eles estão em situações bem piores que a sua, uma está muito ansiosa com a chegada do namorado, e está em uma crise de terceiro ano, a outra está com os problemas com o namorado distante e a pressão de não saber o que cursar,e as outras você quase não fala mais, deixe de ser egoísta, deixe elas resolverem os problemas delas e resolva os seus.

Heitor- eu preciso de algodão doce.

(eu não consigo deixar de acreditar nesse diabo).

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Resiliência

Seria mais fácil se a vida não fosse uma montanha-russa como ela é às vezes, não seria? Estamos vivendo razoavelmente tranqüilos, e de repente, algo muda o ritmo dos nossos sonhos e dos acontecimentos de tal forma que temos que parar, imediatamente, onde quer que estejamos, e sobreviver àquela dor, àquela perda, àquela mudança. Curar a ferida, esperar cicatrizar, sem parar de viver.
Algumas pessoas conseguem fazer isso mais rápido, possuem uma dose extra do que chamamos de resiliência, que é essa capacidade extraordinária de levar um golpe da vida, recebê-lo e refazer-se para começar de novo.
Só que embaixo da cicatriz, mesmo dos resilientes, sempre fica uma marca, que pode provocar sensações ruins já vividas, como de angústia, tristeza e até desespero por tudo que volta na nossa cabeça ao lembrarmos do que significou aquela marca.
Não são marcas eternas, mas levam às vezes uma vida inteira para desaparecer.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Infância.

Ao contrário de alguns amigos meus,eu tive infância.Corri,pulei,joguei,brinquei,escorreguei de papelão na grama,cantei,dancei,atuei...ixiii fiz de tudo.
Lembro como se fosse hoje de cada vez que a galera se juntava e brincava de pingo,esconde-esconde,garrafão.De cada briga, de cada verdade ou desafio :x,
das musiquinhas que nós cantávamos,e tinha até coreografia(a maioria da sandy e junior).
Lembro também das conversas pouco construtivas,das broncas que levávamos dos nossos pais por ficar brincando até tarde,do ratinho que compramos e deixamos dentro de uma caixa de papelão.



E ao lembrar de tudo isso bate uma saudade,uma vontade de fazer tudo de novo,de voltar aquela época e aproveitar o dobro do que eu aproveitei,mas nao dá.só o que me resta são lembranças,boas lembranças do que vivemos.
E o pior é que hoje quase ninguém sobrou,e que cada um foi para um lado,e nós até que tentamos nos ver para relembrar tudo,só que agora nós somos ocupados demais pra nos juntar,somos grandes demais pra brincar denovo, pra pular e gritar,agora temos responsabilidade,nao vamos sair esvaziando pneus por aí...

Saudade(não gosto dessa palavra).

Carrinhos.

Eu já tive.



e voce?


(pra minha morena gelada)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

mudanças

Faltam cinco dias pra começar e pior que estar de volta àquela péssima rotina é estar indo pra um lugar desconhecido, um lugar onde, supostamente, eu não tenho amigos. Sinto-me um cachorro que saiu do canil pra entrar numa gaiola de passarinho: Tudo mais apertado, mais difícil; Sinto-me sem fôlego,e imagino a hora em que euentrar na sala e ver que tudo mudou. Eu não estarei no meu lugar, eu não irei ver as pessoas que eu via, não darei gargalhadas dos doidos da minha ex-sala, não reencontrarei todos os meus amigos e ninguém vai me falar de como estava a Disney nessas férias. Sentirei falta da musiquinha que tanto me irrita, dos professores que conseguem irritar mais que a musiquinha. Eu estarei do pior jeito possível: sozinho no meio da multidão.
Nada de bom passará pela minha cabeça.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Brasil

Eu vejo o meu país arruinado, dominado por políticos corruptos e ladrões imundos (afinal não há muita diferença entre os dois). Vejo crianças nas ruas sem ter o que comer, vejo também adolescentes, tanto ricos quanto pobres, viciados em drogas e acabando com suas próprias vidas, vejo a miséria nas ruas. E ao invés do governo ajudar, ele só piora. As pessoas que estão no poder hoje roubam todo o nosso dinheiro, dinheiro esse que poderia ser investido em saúde e educação, pois eu acredito que é através da educação que o nosso pais pode mudar, mas com tanta injustiça eu penso onde ele vai parar.


Sonho com o dia que isso vai acabar e que todos nos poderemos viver em paz, sonho com o dia em que não terei mais que ver mendigos nas ruas, crianças com fome, e tanta desigualdade. Afinal, hoje, olho pra nossa bandeira e me foge todo o orgulho que sentia do nosso país.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Desenvolvimento precoce

Não sei o que tem de errado comigo, acho que nasci na época errada. Os meus melhores amigos estão no ensino médio e vão pra lugares que eu tenho que implorar pra minha mãe pra poder ir.

Isso não e legal. Me sinto estranho, pois eu já sei me cuidar. Não gosto de bebidas alcóolicas e tenho responsabilidade. Acho que mereço um voto de confiança dos meus pais.Às vezes imagino o que eles tem na cabeça quando me dizem "não", mas dessa vez eles terão que ter um motivo. Não vou sozinho,vou com pessoas que tem mais responsabilidade do que eu e eles confiam nelas.


Agora aqui estou, super nervoso com o momento que receberei a permissão (ou não).


Será que isso e normal?

consciência ambiental

Em um mundo moderno como o de hoje eu não consigo entender como as pessoas não tem a capacidade mental de jogar o que é lixo no lixo. Os pais da atualidade, que são todos cheios de querer dar exemplos, não conseguem se conter e acabam jogando uma porra de uma bituca de cigarro pela janela do carro... É tão difícil ter um lixinho no carro? É tão difícil pensar nas gerações futuras? Pensar nos nossos netos que sofrerão por causa da porra da bituca do cigarro.

Se eu...um moleque de 14 anos,tenho consciência, por que você não pode ter?

Esta manifestado o meu horror por quem joga bitucas de cigarro pela janela do carro.


Tenho uma idéia melhor: parem de fumar!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Blog criado e, adivinhem só! Idéias fugindo. Quis tanto um blog que nem pensei no que iria escrever. Ótimo! A Ana falou pra eu começar falando da minha vida e essas coisas bem banais, mesmo, mas eu ainda não tenho prática. Acho que vou começar escrevendo sobre pessoas, amigos... pra ver no que dá.


Descobri o que é amizade há pouco tempo. Não que eu não tivesse amigos antes, mas no final dessas férias foi diferente. Dividi os últimos meses com pessoas que eu tenho certeza que marcaram e continuarão marcando a minha vida. E que, ao menos atualmente, eu não viveria sem elas.
Provavelmente tudo começou a ficar mais forte quando ainda passávamos a tarde na sala do grêmio. Altos papos, altos bafões. Era um lugar onde eu me sentia bem por estar com pessoas que me faziam bem.
Não dá pra explicar como é estar ao lado delas, rindo com elas (e delas!), morrendo de vergonha com elas, chorando com elas e me divertindo (ou não) com os zilhões de choros delas (que são um bando de marias-chora-chora).
Só sei que eu não quero que isso acabe e espero que mesmo que, se algum dia, nós ficarmos um pouquinho distante, seja por escolas, estados ou até países diferentes, nós continuemos assim, amigos de verdade.