Ele foi sempre conhecido como o moleque, o que adorava se sujar, e correr até se machucar, e subir em árvores até chegar no topo (que sempre era o que mais balançava) e ver os ninhos de passarinhos, um dia até achara um filhotinho lá. Ah, ele também era meio suicida, adorava pular de lugares mais altos do que podia(e devia), e uma fez estava brincando de fingir que ia cortar a boca com uma tesoura até que sua mãe o chamou e no susto ele realmente cortou a boca(esse episódio lhe rendera uma pequena cicatriz que durava até hoje). Ele tivera a infância perfeita, e quem via de fora achava que era um menino que nunca amadureceria de verdade. Mas não, de fato algo deve ter acontecido para isso, mas o menino virou adulto, e um adulto arrogante e impertinente. Cheio de responsabilidades que gostava de achar que tinha e de uma compulsão incrível por manter tudo em ordem. Os que o conheceram agora, velho e rabugento, tem uma idéia muito destorcida do que pode ter sido a infância dele. Um colega de trabalho já chegou a me confessar que não consegue ver uma criança nele, devido a sua forma de tratar as pessoas, era como se ele tivesse pulado a parte de se divertir. Mas não, ele se divertiu, e muito. Eu acredito que na verdade haja algum conflito inteiro se passando em sua mente, ou que algo de grave aconteceu e eu não percebi. Mas é assim, as pessoas amadurecem. Infelizmente ele não conseguiu conciliar a sua parte infantil com a parte adulta. Espero que muitos não sigam seu exemplo.
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