sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Nós somos o que somos, eu sou o que sou, você é o que é. Eu não devo te rotular e você não deve me rotular. Mas o maior dos nossos desafios é conseguir não rotular a nós mesmos. E isso é algo que me espanta em você, o quanto você tem facilidade em si rotular. Chega a ser infantil a idéia de que alguém acredite que consegue viver sem os sentimentos, é uma mentira que não convence nem a si próprio.
Você me cativou, e eu fico muito feliz com isso. Me ensinou –mesmo sem perceber- a não ter medo de mim. Me ensinou que coragem tem a ver com escolhas, e que escolher é fácil. Me ensinou que há um equilíbrio entre o sorriso e a lágrima e que estar sempre bem não necessariamente me deixa tedioso.
Você, com suas opiniões formadas, suas decisões tomadas e sua inteligência admirável. Você tem os seus defeitos, você erra, machuca alguns mas no final tudo acaba bem. É um enigma, um quebra cabeça onde ainda faltam muitas peças. Você vai deixar saudades, e vai se deixar aqui, um pedaço em cada um que foi cativado pela incrível pessoa que você é.
E você brilha, onde for, por onde passe. Sei que vai brilhar lá também, e espero que continue assim. Espero também que a convivência com novas –e diferentes- pessoas não te diminua, e que você ensine a muitos o que me ensinou. Tenho a plena noção de que provavelmente nunca mais irei te ver. Isso me dá uma sensação estranha, mas sei que você vai seguir caminhos muito mais desafiadores que esse, e fico tranqüilo, pois tenho certeza de que terás outros amigos pra te acompanhar.
Eu quero que você tome para si o que acabou por me ensinar, e assim nunca se esconda, tente se jogar mais para vida, sorrir mais quando tiver vontade.
E volte, assim que a saudade chamar.

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