" -Quem és tu para me dares ordens, Sérgio Augusto? És apenas meu amigo, e se queres que eu não minta, o silêncio virá como a melhor resposta, pois respeito tenho com a verdade.
-Ora Ora Madelena, descubro uma outra face de ti, uma face duvidosa, cheia de mistérios. Uma face onde seu desejo por manter um segredo é maior do que uma amizade verdadeira.
-Não pense assim Sérgio Augusto, lhe suplico bom senso. Sabeis muito bem que minha amizade se dirige não somente a você, mas a muitos outros importantes em minha vida. Logo,a confiança que da amizade nasce não pode ser quebrada em função de outra, pois não seria justo.
-Ainda assim, vil Madalena, mostras um descaso enorme com a confiança de nossa amizade. O fato de teres outras amizades é realmente compreensível, mas colocá-las a frente da nossa sem ao menos titubear, isso sim demonstra uma enorme traição.
-Veja bem o que dizes, Sérgio Augusto, insano é teu modo de enxergar a situação. Ponha-te em meu lugar e verás que a razão caminha a meu lado. Como pensas que organizo minhas amizades em uma fila de preferências? Não, não me ofenda de tal forma, peço-te. Não coloco amizade alguma frente à nossa, nem a nossa frente à alguma, sois todos iguais perante às leis do meu coração. Amo a todos igualmente, e respeito a confiança que me dedicam.
-Não devias sentir-se ofendida por ouvir tais palavras. Não me surpreendo, muito menos me sinto ofendido quando organizo filas em meu coração. Há pessoas que merecem os lugares da frente, e pessoas que não. E saibas que estás muito à frente do que muitos nos quais dedico meu sincero carinho. Ponha-te em meu lugar, só assim verás qual é o calibre dessa arma chamada decepção.
-Céus, Sérgio Augusto! Discurssão essa que a nenhum lugar parece nos conduzir... Não sabeis o quanto agradeço-te o espaço dedicado a mim em teu coração, mas parece que não entendes realmente a banalidade da situação da qual fazemos tamanho alarde! Desejo o nosso entendimento defintivo, e confesso que estou tentada a ceder de minha posição. Mas entenda que revelarei depois, em outra ocasião em que ao invés de pena e pergaminho, poderei olhar-te nos olhos e dizer explicando tudo. Peço-te ainda que não julgue as pessoas, temos todos motivos pelos quais o rubor nos sobe ao rosto, contangidos com atitudes e pensamentos. Todos nós. Não julgue precipitadamente, pois sei que possui este mal hábito.
Sim, Madalena, compreendo que esta ocasião não faz juz à bentida revelação. Tendo em vista que nem um dizer importante pode abalar os muros de nossas amizades, muito menos diminuí-los, é melhor nos apressarmos a encerrar esta enorme confusão. Também só tenho a agradecer pelo espaço que tenho em seu coração. E serei o mais compreensível possível quando o dia do esclarecimento chegar, pois sei que temos os nossos momentos de fraqueza onde o sangue que corre em nossas veias põe-se a esquentar e assim não perdemos os controles de nossos atos e dizeres....
Colocarei-me o mais sereno e sábio para esta situação. Podendo assim afastar, embora as vezes seja realmente corroente, esse meu mal hábito."
Mariana Moura como Madalena
Heitor Bufarah como Sérgio Augusto
Isso é um diálogo de mensagens instantâneas em pleno século vinte e um, de dois adolescentes desocupados à meia noite de uma quarta-feira a respeito de uma situação real.
acesse: umcrimeperfeito.blogspot.com
terça-feira, 25 de novembro de 2008
O segredo (não) revelado
Postado por h.b às 20:46 1 comentários
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
e ele tinha tudo que precisava.
E ele tinha tudo que precisava.Entre seus dedos, aquela fumaça venenosa. E sua boca contemplava o mais perfeito azedo gosto que já provara em sua vida, aquele líquido negro e indispensável que o tomara conta faz algum tempo. Com essa dupla perfeita, não podia ficar melhor. Até que resolveu ir à varanda, e olhou para cima em busca de respostas. Viu sua amante, linda, branca e melancólica. Semi-coberta por um véu negro maior do que todos de todo o mundo. Ela era sua verdadeira amante, que apesar de não estar em sua melhor forma(no caso dela, a mais gorda), continuava a hipnotizá-lo como nenhuma mulher jamais conseguiu fazer, nem mesmo aquela da qual ele havia acabado de se despedir. Tragou todas as suas aflições e depois as expirou de seu ser, jogou todos os seus sonhos para o alto, esperando que sua velha nova amante os pegassem de braços abertos e o mostrasse o caminho certo.
Enquanto isso ele esperaria, com as melhores companhias que o ser humano pode ter, a dupla e a amante.
Postado por h.b às 23:01 0 comentários
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Como vai você?
- Como vai você?
-Bem, e você?
- Melhor agora.
- Ah não, não me venha com essas cantadas, por favor.
- Tudo bem, só estava testando. Se você tivesse correspondido a cantada saberia que é banal demais pra mim.
- Aham Cláudia, senta lá.
-Hã?
-Nada, esquece.
-Pois é, você está tipicamente vestida para afastar os homens sabia?
-É, mas pelo visto não consegui , não é?
-Verdade, mas eu sou especial.
-Aham, todos são.
-Sério, não vou ficar te enchendo o saco ou puxando papo.
-Não? Mas é o que você está fazendo.
- Você gosta de ficar na defensiva assim, né?
- Defensiva?
-É, na defensiva, as mulheres gostam de se fazer de difíceis. Mas o melhor é que nunca dá certo, mulher só acha que sabe mentir. No fundo nós dois sabemos que não sou eu que vou pedir seu telefone no final da conversa.
-Você só pode estar brincando, eu saio do meu trabalho, cheia de coisas pra pensar e vem um homem doido puxando um papo ridículo e ainda dando uma de garanhão achando que eu vou pedir o telefone dele. Você não conhece as mulheres.
-Olha aí, já se interessou. Realmente seu dia estava muito estressante. Está sem brinco, sapato baixo, olheiras enormes. Mas você está aqui, então tem uma quase insignificante disposição para flertar com alguém. E agora você vai aceitar esse drink, vai levantar e a gente vai dançar.
-Não, a gente não fará isso. Mas eu aceito o drink.
-Isso, então é o seguinte, ta vendo aquele cara ali?
-Onde?
-Ali.
-Ah, to. Por quê?
-Porque na hora que eu sair ele vai vir pra te encher o raio da paciência e te deixar ainda mais furiosa. E eu estarei no meu carro, pensando no quanto você estará estressada, e acharei graça.
-Você não sabe chegar em uma mulher. Saia logo daqui, o homem não está nem me olhando.
-Vamos fazer um trato então, eu saiu. Mas se o cara vier falar com você, você vai gritar para todos ouvirem: Ei, você esqueceu de me dar seu telefone. Eu tenho o direito de uma dança.
Fechado?
-Fechado.
- (...)
- (gritando) Ei, você esqueceu de me dar seu telefone!
- (gritando)Claro que não, está no guardanapo do drink! (sai.)
- Meu Deus, ele veio, me cantou de uma forma totalmente ridícula, me fez gritar por ele e foi embora sem a dança. É cada uma que eu me meto. (sai.)
(no outro dia)
-Alô.
-Como vai?
Postado por h.b às 22:13 4 comentários
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Ah, eu me odeio por tantas coisas. É impressionante como um scrap acaba com o dia de uma pessoa. To revoltado com a vida, principalmente porque sei que a culpa de tudo é minha. Das minhas notas, da minha insegurança escolar, da minha insegurança emocional, da minha capacidade de sentir ciúmes das pessoas. Mas pra variar tento ver o lado bom, e fico pensando em tudo que pode(e vai) dar certo. Acho que faz pouco tempo que descobri que realmente consigo ver o lado bom das coisas nos piores momentos. (e isso está sendo posto à prova nesse momento).Enfim, o importante é que no final vai dar tudo certo.
eu me odeio.
p.s: ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes, ciúmes.AAAH, dele não, dele não!
Postado por h.b às 18:14 2 comentários
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
é só faz de conta, não é?
Postado por h.b às 22:27 0 comentários
terça-feira, 4 de novembro de 2008
mudanças.com
Ah, é tão horrível a idéia de que nada mais está sob meu controle. Nem minha vida, nem meus atos, nem meu destino e o destino das pessoas a minha volta. Sempre tive aquela maldita mania de manipular as coisas, de ver a estrada antes dos meus passos, de ser (ou pelo menos me achar) responsável por tudo que acontece, que tal coisa só de fato aconteceria se eu quisesse e se eu não quisesse ela simplesmente não aconteceria. E isso mudou, e muito. Não gosto da idéia de me ver como alguém vulnerável, alguém que não tem mais tanto orgulho, alguém que seria capaz de se humilhar pra várias coisas. Não, eu não era assim. Amava o fato de achar que a vida não passava de um campo de batalhas onde vence o que tiver a inteligência maior, o que conseguir o que quer. Eu mudei. Não gosto da idéia de mudanças também, e sinto que elas tem cada vez ocorrido mais, e me assusto pelo fato de repugná-las mesmo sabendo que foram pra melhor. Adorava ser o diferente, o que via o mundo de outra forma, o que acreditava em coisas que ninguém pensou em acreditar. Gostava de criar polêmica, intriga, gostava de me estressar a toa, de fazer doce e mais doce. Mudei. Vejo que nunca mais me estressei como me estressava. São raríssimas as vezes em que olho para o mundo e não vejo nada de bom. Gostava de não ver nada de bom, era como se aquilo mostrasse um lado perverso, uma malícia. Gostava de ser malicioso. Não sou mais. Enxergo tudo de uma forma melhor, de uma forma mais otimista. Ah, parei de julgar tanto as pessoas. Adorava julgar as pessoas. Ok, eu ainda julgo. Mas diminuiu muito desde a ultima vez que parei pra pensar nisso.
p.s: como alguns muitos vem dizendo, o que uma mulher não faz na vida de um homem? haha.
Enfim, o fato é que percebi que mudei. Talvez pra melhor. É como se eu tivesse deixado de ser malvado pra ser bonzinho. Não. Bonzinho não. Acho que sou um sub-malvado. :O Acho que sou normal. Eca, normal. :S... Prefiro (e ainda consigo) sustentar a idéia de que não sou normal, ser normal é chato.
Postado por h.b às 22:25 4 comentários
domingo, 2 de novembro de 2008
Por você...

Por você,eu dançaria tango no teto
Eu limparia os trilhos do metrô
Eu iria a pé do Rio à Salvador
Eu aceitaria, a vida como ela é
Viajaria a prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno
Por Você!
Eu deixaria de beber
Por Você!
Eu ficaria rico num mês
Eu dormiria de meia prá virar burguês
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia, a mesma mulher
Por Você! Por Você!
Por Você! Por Você!
Por Você!
Conseguiria até ficar alegre
Pintaria todo o céu de vermelho
Eu teria mais herdeiros que um coelho
Eu aceitaria, a vida como ela é
Viajaria à prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher
Por Você! Por Você!
Por Você! Por Você!
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher
Por Você! Por Você!
Por Você! Por Você!
Por você- Barão Vermelho;
Postado por h.b às 20:32 2 comentários
I love you baaby...
Postado por h.b às 20:16 0 comentários
