terça-feira, 4 de outubro de 2011

Pensava.

Pensava nos cigarros que não podia estar fumando, pensava na ilusão da felicidade, pensava em como era seguro se esconder na dor de achar que sabia quem era. Em como os relacionamentos são complicados de entender. A idéia de que duas pessoas estão ligadas por linhas mentais e físicas, que elas se pertencem e por isso tem até direitos uma sob a outra.

Pensava na angústia do ciúme, esse que nunca pensou que sentiria de uma forma tão devastadora e sem motivos. Esse sentimento que mostrava o lado irracional e incoerente de uma alma tão planejada e esclarecida.

Sabia que ninguém pode exigir ser o primeiro em tudo, e nem queria que desse jeito fosse. Porém não conseguia evitar essa tristeza quente, esses pensamentos impróprios, essa imaginação proibida em territórios que machucam.

Tudo tem seus altos e baixos, talvez essa seja a graça da vida. Sempre esperou que a felicidade chegasse um dia completa, mas essa provavelmente era mais uma crença popular que passa mais perto dos contos de fadas do que da realidade.

Pensava na sensação de que algo estava faltando, e de que a vida estava passando diante de seus olhos e não sendo acompanhada com o mesmo vigor que poderia ser. Pensava em besteiras, no futuro dolorido, em coisas que não podia pensar.

A vida é cheia desses testes, dessas pegadinhas que nos fazem cair e levantar. Nunca se conformou em ficar no chão, sempre levantou antes de sentir a dor da queda. E agora não era diferente, a felicidade era sempre maior que a dor. O problema é que os pontos fracos da vida existem, e embora saiba que é parte fundamental na construção da personalidade, na ‘graça’ da vida, isso não os deixa fáceis.

Então o que resta é sentir. Porque a maior verdade sobre a dor é que ela passa, e o amor é bom demais pra ser envenenado assim.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

*

Quando voce está em um relacionamento voce expõe a si próprio seus maiores medos, inseguranças e defeitos. Todos ali, em ação.

domingo, 14 de agosto de 2011

a verdade sobre o amor.

As vezes, entre tanta gente fodida, entre sorrisos amargos em fotos forçadas, entre mundos que só existem na nossa cabeça e pesadelos irreais... você acha alguém. Ou alguém te acha.

E aí, simples como respirar, você sente. E é melhor do que qualquer texto, qualquer filme ou qualquer música.

Então, caro(a) leitor(a), se você está desistindo, se você está no fundo do poço, se você está num relacionamento sem sentimentos. Espere. Porque vai valer a pena.

sábado, 16 de julho de 2011

The Invitation

It doesn’t interest me what you do for a living. I want to know what you ache for, and if you dare to dream of meeting your heart’s longing.

It doesn’t interest me how old you are. I want to know if you will risk looking like a fool for love, for your dreams, for the adventure of being alive.

It doesn’t interest me what planets are squaring your moon. I want to know if you have touched the center of your own sorrow, if you have been opened by life’s betrayals or have become shriveled and closed from fear of further pain! I want to know if you can sit with pain, mine or your own, without moving to hide it or fade it, or fix it.

I want to know if you can be with joy, mine or your own, if you can dance with wildness and let the ecstasy fill you to the tips of your fingers and toes without cautioning us to be careful, to be realistic, to remember the limitations of being human.

It doesn’t interest me if the story you are telling me is true. I want to know if you can disappoint another to be true to yourself; if you can bear the accusation of betrayal and not betray your own soul; If you can be faithless and therefore trustworthy.

I want to know if you can see beauty even when it’s not pretty, every day, and if you can source your own life from its presence.

I want to know if you can live with failure, yours and mine, and still stand on the edge of the lake and shout to the silver of the full moon, “Yes!”

It doesn’t interest me to know where you live or how much money you have. I want to know if you can get up, after a night of grief and despair, weary and bruised to the bone, and do what needs to be done to feed the children.

It doesn’t interest me who you know or how you came to be here. I want to know if you will stand in the center of the fire with me and not shrink back.

It doesn’t interest me where or what or with whom you have studied. I want to know what sustains you, from the inside, when all else falls away.

I want to know if you can be alone with yourself and if you truly like the company you keep in the empty moments.

-Oriah


Eu precisava postar isso porque.. enfim, é bom demais de se ler.

sábado, 9 de julho de 2011

Só por hoje.


Ela olhava pra mesa mal iluminada com uma lâmpada amarelada, olhava cinzeiros transbordando, garrafas de uísque e de cerveja vazias, olhava papéis amassados e sentia o cheiro das drogas.

Achava que estaria chapada demais pra sentir algo, quando na verdade ela só ficou mais sensível. Tomou mais um gole e pensou num ‘foda-se’ que tinha rosto, nariz, boca, nome e sobrenome.

Só por hoje, só por hoje ela não queria estar olhando o amanhecer em saltos apertados. Só por hoje ela queria dar uma chance e fingir que se importava. Ou só por hoje ela seria a prova de balas, ela beberia e mataria a dor. Só por hoje ela queria decidir.

Ele definitivamente não valia a pena, se vestia como se tivesse decidido parecer desarrumado, tudo errado nos lugares certos. Ele fumava e olhava pra bunda de todas as garotas que passavam. Ele sabia que ela estava pensando nele, tinha que saber. Sorria um sorriso torto pra coisas que não lembraria no outro dia.

E ainda sim ele era tudo o que ela queria, ainda sim ela o desejava, cada parte, com pressa. Queria-os em cima da privada do banheiro sujo, fazendo ali mesmo. Misturando tudo o que eles passaram e ele cuspindo pólvora nos sentimentos dela.

Só por hoje ela seria dele sem medo, sem receio de parecer ridícula no outro dia. Sem pensar no quanto eles não davam certo, no fato que ele não gostava de tomar café e que implicava com o tamanho do cabelo dela.

Eles não foram feitos um para o outro, ela sabia, ele sabia. Mas a sede era maior. Ele contava o tempo olhando pra um relógio que roubava seus minutos. Esperando a hora certa. Ele realmente não se importava com o que ela sentia, com o que significaria pra ela. Ele queria aquilo. Ele gostava do errado.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Inseguranças.

Inseguranças, eu sempre vivi cercado delas. Quando eu era mais novo eu era inseguro quanto ao meu corpo, meu comportamento, quem eu era e quem eu queria ser. Depois fiquei inseguro quanto aos meus talentos, depois não via como era possível eu pensar tão diferente dos que eu convivia. E eu fui me achando, e quebrando essas inseguranças uma por uma. Mas elas não para(va)m de nascer.

Foi aí que eu achei um jeito de esconder todas elas: não sentindo.

Mas se Deus existisse ele saberia que eu não consegui, que eu mostrei, que eu escondi, que eu interpretei e que eu senti. Senti até a carne arder. Senti até ser capaz de chorar. Senti, durante toda a minha vida, tudo o que eu deixei de mostrar.

Não me arrependo por um segundo de ter aprendido a me controlar, é quem eu sou e é o que muitos sonham conseguir. Mas estão todos errados. A cura pra felicidade eu não sei, mas sei que a insegurança parece me barrar cada vez que eu chego perto.

E aí as coisas começam a dar certo, eu começo a sentir sem doer.Mas ela está aqui pra me lembrar de que tudo é passageiro, de que tudo pode sumir num instante. Ela está aqui pra me lembrar de que eu posso não ser bom o bastante, ou que os outros não são bons o bastante pra mim. A insegurança está aqui pra me lembrar de quão fodida é a vida de todo mundo e que eu sou um tolo por achar que eu posso ser diferente.

Eu sinto ela me olhando, de certa forma até me julgando. ‘Quem você pensa que é pra achar que pode ser tão feliz?’. A verdade é que ela é talvez o meu maior demônio, mas eu nasci pra lutar contra meus demônios. Então por um momento eu fecho os olhos, respiro, conto até alguns algarismos e começo a imaginar.

A partir daí tudo fica mais fácil, a partir do momento em que nós nos permitimos as decisões são mais claras, os olhares mais intensos, as dúvidas mais raras. Temos que nos permitir. Mesmo quando não parece fácil, mesmo quando a maré nos joga longe, mesmo quando nossa própria personalidade pede coerência e cautela. Aí fica bom. Aí fica bom saber que tem alguém que gosta de você exatamente pelo que você é e você percebe aos poucos que isso é recíproco. Sorrisos, cheiros, beijos, respirações, apertos, mordidas e marcas. O paraíso.

Mas aí ela volta, pra lembrar-nos que o paraíso é dos tolos. Que você pode se decepcionar muito rápido, que suas expectativas podem não ser supridas, que você pode virar desinteressante. Todos nós em algum momento das nossas vidas pensamos isso. Isso porque todos nós temos partes obscuras e tristes o bastante que não nos causam nada além de inseguranças.

Temos que nos permitir, é isso. Acho que desvendei o segredo. And it feels so good.

domingo, 19 de junho de 2011

Conheci uma menina de sorriso bonito e os olhos largos. Ela gritava e cantava buscando coisas que eu não queria conhecer e olhava pra sonhos que eu não conseguia ver. Ela me abraçou com braços doces, unhas macias e eu entendi que ela que ela queria ajuda.

Ainda não sei aonde ela quer ir, mas estou com ela. Pergunto-me sempre o que ela teve que me cativou, que brilho foi esse nos olhos dela que me fez querer ficar e o que a difere dessas outras meninas. Não encontrei a resposta, mas nem quero procurar.

Porque quanto mais ando esses passos largos com essa menina encantadora, mais eu me confundo nessa inconstância de uma pessoa que tinha tudo pra ser qualquer uma, mas escolheu ser alguém.

De vez em quando algumas fendas aparecem no caminho e ela fica irritada. Quero fazê-la pular. Ela não parece querer. Me faz construir uma ponte para que ela possa caminhar. Não se confunda, ela não é mimada. Apenas demonstra querer sempre as coisas bem resolvidas, explicadas e bem feitas.

Não faço idéia se chegaremos em algum lugar, se iremos continuar juntos ou se aquele sorriso que eu vi continuará sempre o mesmo. Estamos vivendo, e isso é tudo que importa no final.

Estamos tão perdidos que acabamos por nos achar.