Não faço tipos pois sou inconstante, mas me esforço mesmo é pra ser o vilão. Gostoso mesmo é ser Chuck Bass, Damon ou um Volturi. Sério meninas, quem em sã consciência ia preferir um Harry Potter quando se pode ter um Voldemort? Imagina que gostoso.. aquele-que-não-deve-ser-nomeado na sua cama. E nem apelem pro quesito beleza porque, como nesse, naquele mundo tudo se transforma.
Digo isso porque, por mais que me esforce, essa transformação não acaba e parece não ter realmente um final. Fico assim, lidando com essa inconstância, pulando de galho em galho entre o bonzinho e o vilão da história. Não quero ser ninguém além de eu mesmo e não preciso ter uma assinatura que todos falarão de longe ‘ah, isso é a cara dele’, só preciso estar confortável com as minhas decisões.
Ser bonzinho também é legal, curto dar chocolates, pegar na mão e beijar a orelha. Curto mesmo ser Edward e viver em torno de alguém. Gosto de coisas bobinhas, mal entendidas, aquelas coisas meio Hermione-Rony onde você sabe que uma hora vai dar certo. Me encaixo onde me permito.
Consigo ser Peter Bishop e me focar no que quero acreditar, mesmo sabendo que não é verdade. Curto também me fazer de vítima, gosto de me agasalhar com o cobertor e pensar: Porque comigo? Enfim. Sou um ator até na vida emocional. Troco de papel mais rápido do que gostaria, mas agora aparentemente estou em busca de novos trabalhos.
Gosto de aproveitar momentos como esse, onde nada me incomoda realmente e eu posso colocar em prática todos os meus lados sem me prejudicar nem um pouco. Hoje, por exemplo, me sinto meio Damon, o vampiro que não se importa com nada e também estou meio Jacob, aquela cara de cachorro sem dono deitado na cama. Será que o segredo da felicidade é ser a vida inteira de um só jeito? Espero que não.
Sei que a segurança dura pouco. Mas estou aqui interpretando os meus papéis até que minha mente me inquiete de novo e me faça escolher um. As vezes nós só precisamos encontrar um ponto de partida e tudo que desejamos começa a acontecer. Escolho o nada como ponto de partida, não gosto de lugares seguros. Se por acaso eu me perder não faço questão de voltar, vou adiante até chegar em algum lugar. E quanto aos meus desejos, se não acontecerem sozinhos, eu os obrigo a virem até mim.
1 comentários:
Seu texto me foi sugerido por uma amiga em comum. Devo confessar que concordo com você. Quem quer o Romeu quando o Páris é bem mais interessante?
Eu só escolheria o Lucius ao invés do Voldemort...
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