quarta-feira, 7 de abril de 2010

Rakel.


Pela rua eu a vejo, andando
Sorrindo pros que passam
Chorando pros que a adoram

Rakel escolheu uma vida diferente
Uma vida que ela ainda não sabe se quer
Ela não gosta do tempo
Porque ela não tem horários

Já fiz tantos textos pra ela
Que não preciso mais falar do amor
Não preciso falar de nada
Porque ninguém pode falar da Rakel

Rakel não vive sem olhos
Os dela, os dos outros
Rakel precisa olhar para tudo
E precisa que todos a vejam

Ela é a menina dos meus olhos
Que sempre serão dela
Porque entre uma alma amiga e uma agonizada
Eu fico com a primeira
E ela também.

P.s: Para Rakel dedico um trecho de Fernando Pessoa, talvez a contragosto, pois sei que ela se afeiçoa mais com Drummond:
“Toda a poesia - e a canção é uma poesia ajudada - reflecte o que a alma não tem. Por isso a canção dos povos tristes é alegre e a canção dos povos alegres é triste.” Dedico isso porque sei que ela é mais feliz do que escreve, mais bonita do que vê e mais sonhadora do que pensam.

0 comentários: