Ele estava no saguão do aeroporto, os olhos passando rapidamente nas telas onde apareciam os vôos, o dela já tinha pousado. Nos 4 meses que eles ficaram longe esse homem quase enlouqueceu, pensava nela todos os dias, e tudo o que ele mais pedia para as estrelas antes de dormir era que ela voltasse logo, saísse logo da Itália e se afogasse em seus braços, em seus beijos. Voltando ao saguão, ele estava na frente, bem na barra onde os parentes ficam, vasculhando a sala de desembarque com os olhos toda a vez que a porta automática abria. ‘Eu devia ter perguntado a cor da roupa dela’, ele pensava. Passaram-se alguns minutos e ele viu a melhor amiga dela, ‘Pronto, ela pousou, está tudo bem’. E um cheiro de grama fresca tocou o seu olfato, ele lembrou dos dias em que os dois acamparam no campo, era tão Romeu e Julieta, o casal perfeito, era o que todos diziam. E aí ela veio, a amiga, olhou-o com uma cara estranha mas ele não percebeu. E então ela o entregou um bilhete que dizia:
Desculpa, não vou sair daqui, nossa história acabou, não dá para tapar o sol com a peneira.
Desculpa, não vou sair daqui, nossa história acabou, não dá para tapar o sol com a peneira.

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