terça-feira, 14 de julho de 2009

Maria


Senhor, o que faço, mas que forte essa agonia
Que me atrasa e que me afoga nos mistérios de Maria
Maria dos olhos claros, pele fina e ombros largos
Maria sorri fácil, mas não solta os meus sapatos

Todo o dia eu vou dormir esperando que ela suma
Mas nos meus sonhos ela aparece, não uma vez, mais de uma
E quando acordo o que me deparo, é Maria em minha frente
Peço a ela que se afaste, mas parece que não entende

No entanto, meu Senhor, não leves minha Maria
Pois sem ela não seria mais nada, nem choramingar eu faria
Ela tece, ela limpa, ela beija e ela ama
Maria me deixa louco, até mesmo em minha cama

Não há nada nesse mundo que me tire de Maria
Pois sobre quem seriam meus versos, sobre quem reclamaria
Não, não posso, não permito, que o vento a carregue
Maria é minha sina e levar ninguém consegue.

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