segunda-feira, 30 de março de 2009

- Mas Heitor, afinal, o que você odeia tanto?

- O que eu odeio? Eu odeio o jeito que a minha cabeça funciona agora, odeio o fato da Júlia estar longe, e de ter mais idiotas na minha sala do que meu estresse pode aceitar. Odeio a forma que a minha família é estruturada, e de como meus amigos vivem me julgando, odeio cada fio de cabelo do Aldo, e cada pretensão do Antônio. Odeio que as pessoas falem que eu estou distante quando na verdade eu estou distante de mim mesmo, odeio não ser capaz de tomar as decisões certas, e de não ver mais o que tem no meu coração. Odeio as buzinas de manhã (e como!), a hora do almoço, os barulhos repetitivos, as canetas com muita tinta, a minha história básica de vida, o volume e o tempo que o sinal bate, odeio as idiotices que eu vivo escutando, o sol, a noite, a manhã. O meu travesseiro, o fato de não me sentir mais bem com o frio do ar condicionado, a insensibilidade da tela do computador e o barulho que ele faz quando o Avira encontra um vírus(mesmo quando as caixinhas de som estão desligadas). Resumindo, o cotidiano me corrompe.

2 comentários:

Mariana Moura disse...

eu também odeio cada fio de cabelo do Aldo, bate.

Helena Rolim disse...

eu também odeio cada fio de cabelo do Aldo, bate. [2]
conte comigo, peuqeno ser confuso ;) eu te alegro, nem que seja momentaneamente :***