Tenho para mim, que no fim, juntar os cacos pode ferir os
dedos
E que os erros desaparecem como acordar de um pesadelo
Restando apenas memórias bonitas, como teu cheiro no
travesseiro
Tenho pra mim, que quando a pena vale
Quando passa a pena
Junto com toda a dor comum do desapego
O que sobram são os sorrisos de uns dias quentes
E dos frios, uns abraços de morcego
E essas memórias que restaram entram num baú com vida
própria
Que as vezes te confunde, mas as vezes te conforta
Porque te lembra histórias de personagens inventados
Te lembra que o que você viveu teve algum significado
E que esse baú junta tudo o que já existe do seu legado
Tenho pra mim, que enfim, não é preciso se torturar
Que respirar fundo é a mais tranquila forma de chorar
E que não demora muito pra sentir esse mundo girar
Tenho pra mim que chega a hora em que olhar pra dentro é
mais bonito que olhar pra trás.
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