terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Mistura

Tenho para mim, que no fim, juntar os cacos pode ferir os dedos
E que os erros desaparecem como acordar de um pesadelo
Restando apenas memórias bonitas, como teu cheiro no travesseiro

Tenho pra mim, que quando a pena vale
Quando passa a pena
Junto com toda a dor comum do desapego
O que sobram são os sorrisos de uns dias quentes
E dos frios, uns abraços de morcego

E essas memórias que restaram entram num baú com vida própria
Que as vezes te confunde, mas as vezes te conforta
Porque te lembra histórias de personagens inventados
Te lembra que o que você viveu teve algum significado
E que esse baú junta tudo o que já existe do seu legado

Tenho pra mim, que enfim, não é preciso se torturar
Que respirar fundo é a mais tranquila forma de chorar
E que não demora muito pra sentir esse mundo girar


Tenho pra mim que chega a hora em que olhar pra dentro é mais bonito que olhar pra trás.

Gasolina

Não me peça pra ficar
Pois a dor de (te ver) partir
Que tanto já me fez chorar
Vai servir de gasolina
Alimentando esse desejo de mudar

Por favor fale baixo
Faça silencio
As tuas palavras me confundem
Tuas promessas me desarmam
E as mentiras

Essas aparecem como nuvens
De longe tão macias
De perto fantasias, irreais
Mostrando o que restou de um dia a dia


Que não mais quero correr atrás.