quarta-feira, 17 de julho de 2013


   Triste foi o fim do homem de olho branco e nariz longo, que andou pelo mundo atrás de cores como sentimentos, pois não havia ambos dentro de si. Pela caminhada encontrou amores e sorrisos, descobriu tudo aquilo que sonhava aprender, mas não conseguiu largar. Não andou quando o sorriso acabou ou a música cessou, ao invés fez da dor sua morada, e em tentativas bestas de preservar suas cores acabou as misturando, as estragando, e o fim foi o preto da mistura que ele tanto sonhava.

   Triste foi a vida do senhor cheio de medos, que não conseguiu viver as oportunidades da vida pois estava amedrontado com o que resultaria dos riscos talvez tomados. Escolhia a comodidade e a justificava com os sonhos para o futuro que ele não corria atrás, como se de alguma forma as estrelas se alinhariam para ele mesmo que não saísse de sua cama que o abraçava.

   Feliz é aquele que equilibrou. A diversão com a dor, o amor com a razão, a ambição com o contentamento. Aquele que teve medo da vida mas não de vivê-la, e cresceu ao longo do tempo nunca esquecendo das boas e más experiências vividas. Aquele que aprendeu a perdoar ainda que doesse, e a correr assim que as coisas não sentissem mais certas. Que confiou na voz de dentro, mas escutou e muitas vezes seguiu os caminhos de fora, desconhecidos. Feliz é aquele que chorou no enterro e no filme romântico, e sorriu para os amigos de longa data e para os que chegaram agora.

Nessa vida lotada de escolhas, escolha viver.

1 comentários:

Supertramp disse...

Meu sentimento de te querer bem não passou. Ainda continua aqui comigo. Lembrei-me do seu blog um dia desses. Engraçado perceber como o tempo passa rápido, e como todas as situações (inventadas ou não) caem no submundo do pensamento quando novas situações surgem. Um abraço forte, Heitor.