quarta-feira, 17 de julho de 2013


   Triste foi o fim do homem de olho branco e nariz longo, que andou pelo mundo atrás de cores como sentimentos, pois não havia ambos dentro de si. Pela caminhada encontrou amores e sorrisos, descobriu tudo aquilo que sonhava aprender, mas não conseguiu largar. Não andou quando o sorriso acabou ou a música cessou, ao invés fez da dor sua morada, e em tentativas bestas de preservar suas cores acabou as misturando, as estragando, e o fim foi o preto da mistura que ele tanto sonhava.

   Triste foi a vida do senhor cheio de medos, que não conseguiu viver as oportunidades da vida pois estava amedrontado com o que resultaria dos riscos talvez tomados. Escolhia a comodidade e a justificava com os sonhos para o futuro que ele não corria atrás, como se de alguma forma as estrelas se alinhariam para ele mesmo que não saísse de sua cama que o abraçava.

   Feliz é aquele que equilibrou. A diversão com a dor, o amor com a razão, a ambição com o contentamento. Aquele que teve medo da vida mas não de vivê-la, e cresceu ao longo do tempo nunca esquecendo das boas e más experiências vividas. Aquele que aprendeu a perdoar ainda que doesse, e a correr assim que as coisas não sentissem mais certas. Que confiou na voz de dentro, mas escutou e muitas vezes seguiu os caminhos de fora, desconhecidos. Feliz é aquele que chorou no enterro e no filme romântico, e sorriu para os amigos de longa data e para os que chegaram agora.

Nessa vida lotada de escolhas, escolha viver.

terça-feira, 9 de julho de 2013

João e Maria

João amava Maria
Maria amava João
Se conheceram a noite no baile
E o beijo foi muito bão

Maria voltou pra casa sorrindo
João se sentia engraçado
Maria tava feliz
Pois tinha um novo namorado

João saía até tarde
Voltava lá pra mais de uma
Maria chorava sozinha
Com medo de ele gostar de alguma

Mas João só tinha olhos pra Maria
Ela não tinha que se preocupar
Eles gozavam de luz acesa
Pra ele fazer ela lembrar

Maria surtou um certo dia
Enlouqueceu o João
Gritou mentiras sinceras
E verdades em vão

João fugiu estressado
Prometeu parar de se preocupar
Mas a vida era tão melhor com ela
Como parar de ligar?

Acabaram conversando e perceberam
Que tudo vinha de insegurança 
Maria e João então assim
Voltaram a rir que nem criança

Viajaram pelo mundo juntos
Do sul da França à Nova Iorque 
Passaram no Rio pra ver o Cristo
E em Roma jogaram a moeda da sorte

Desde então não se desgrudam
Maria não larga João
João queria leva-la às estrelas 
Mas não achou passagem de avião

Passaram por bons bocados
Dias de frio e noites em claro
Mas enfrentaram cada día juntos
Pois não queriam repetir o passado

Hoje encontrei os dois no teatro 
Vamo ver no que vai dar
Nesse amor de gato e rato
Acho que os dois deviam casar.