segunda-feira, 18 de maio de 2009

Você é fraco, Doutor.

Você, que tem medo do medo
Que faz do sofrimento o teu alimento
Que chora os lágrimas das manhãs caídas
E que canta teus pesares como quem canta músicas alegres

Você não consegue ficar no escuro
Morre quando pensa na morte
E se desarma quando te machucam

Você é fraco, Doutor
É só carcaça
É como uma criança sem o presente de Natal
Você é o lado de fora, Doutor
Falta-te o lado de dentro.

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