Um dia normal, como outro qualquer. Mas de repente eu ouvi a voz de um anjo, um anjo que me faria pensar em coisas diferentes, que me faria entupir os olhos com um brilho transbordante.
Era o brilho mais bonito que eu já havia visto em toda a minha vida, parecia um anjo...Aliás, era um anjo, e não um qualquer, sem dúvida alguma se eu tivesse visto outros anjos esse continuaria sendo o mais perfeito. Tinha algo nela que me lembrava a maciez das nuvens, algo que me lembrava o sorriso de uma criança, o crepúsculo da vida. Também tinha algo que me lembrava os dias de lua cheia, as neblinas, a poluição que sempre me fez tão bem. Havia algo que me lembrava o frio, que me lembrava as noites de São Paulo, sempre tão frias, tão perfeitas. Mas principalmente ela me lembrava a beleza da vida, os orvalhos dançando nas folhas de uma manhã umedecida, algo nela me lembrava as músicas mais suaves, o som do piano. Seria esse um ser inexistente? Seria uma flor tão bonita que a ganância humana não permitira deixar brotar? Seria ela o espinho mas doce que já criou-se no mundo? Não. Seu andar era como a apresentação de um balé, sua pele cheirava um perfume forte o bastante pra ser marcante e doce o bastante para não se enjoar, e seus olhos, seus olhos eram uma coisa a parte, eram uma divina tarde em um café distante, com vista para o céu, esse eram seus olhos. E para os olhares mais curiosos, ao prestar-se muita atenção conseguia-se ver, refletido num arco-íris, as penas de suas longas asas.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
A perfeição de um anjo
Postado por h.b às 22:35
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2 comentários:
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tu me amas, mesmo.
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