quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A princesa cega

Era uma vez, num reino muuito distante, uma linda princesa, era daquelas de dar inveja até à Cinderela, mas ela tinha um grande problema... era cega. Não diria realmente cega, mas tinha um grave problema de vista. Apesar de todos os homens do reino sonharem em ter aquela princesa, ela nunca dava bola para eles, até os mais bonitos, os mais fortes, ou os mais legais. Até que um dia chegou um guarda de outro reino , e viu a bela princesa, claro que foi derrubado como todos os outros eram (era impossível não ser derrubado por ela, a beleza era muita). Ele resolveu conversar com ela e descobriu que além de ser a pessoa mais bonita que já havia visto, ainda era muito legal, educada, gentil e engraçada. Mas é claro que não havia chances pra ele, ele era tão feio, tão sem graça, tão.... Mas a princesa, de alguma forma mágica, gostou dele, e resolveu que iria ao baile naquela noite acompanhada dele. Quando eles chegaram, todos os outros homens se perguntaram o que esse plebeu fazia com uma princesa tão perfeita. Mas na verdade ninguém sabia, nem mesmo o próprio guarda [...]

p.s: Que guarda sortudo.

p.s2: Aos que sentiram que a história está inacabada ou que está faltando o felizes para sempre, imaginem o final, pois o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser. ¬

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A perfeição de um anjo

Um dia normal, como outro qualquer. Mas de repente eu ouvi a voz de um anjo, um anjo que me faria pensar em coisas diferentes, que me faria entupir os olhos com um brilho transbordante.

Era o brilho mais bonito que eu já havia visto em toda a minha vida, parecia um anjo...Aliás, era um anjo, e não um qualquer, sem dúvida alguma se eu tivesse visto outros anjos esse continuaria sendo o mais perfeito. Tinha algo nela que me lembrava a maciez das nuvens, algo que me lembrava o sorriso de uma criança, o crepúsculo da vida. Também tinha algo que me lembrava os dias de lua cheia, as neblinas, a poluição que sempre me fez tão bem. Havia algo que me lembrava o frio, que me lembrava as noites de São Paulo, sempre tão frias, tão perfeitas. Mas principalmente ela me lembrava a beleza da vida, os orvalhos dançando nas folhas de uma manhã umedecida, algo nela me lembrava as músicas mais suaves, o som do piano. Seria esse um ser inexistente? Seria uma flor tão bonita que a ganância humana não permitira deixar brotar? Seria ela o espinho mas doce que já criou-se no mundo? Não. Seu andar era como a apresentação de um balé, sua pele cheirava um perfume forte o bastante pra ser marcante e doce o bastante para não se enjoar, e seus olhos, seus olhos eram uma coisa a parte, eram uma divina tarde em um café distante, com vista para o céu, esse eram seus olhos. E para os olhares mais curiosos, ao prestar-se muita atenção conseguia-se ver, refletido num arco-íris, as penas de suas longas asas.