E essa vida de palhaço, sem namoro e sem amasso, apenas com a pintura no rosto,fazendo da vida um grande almoço,
onde posso finalmente me iludir, rir e sentir, e passar o pó na cara, pra encarar o palco nesse verdadeiro Saara,
talvez a vida me dê forças, pra esse monólogo seguir, mas sem dúvidas quem me faz ser o que sou, e ir pra onde acho que devo ir,
é esse humilde narrador, vivendo essa vida de ator, em cada palco um amor, ou talvez até um terror,
mas que não se cansa de viver, de rir e de merecer, de se mostrar e se envolver, de arriscar e morrer,
e de se trocar, de analisar e monopolizar,
porque o orgulho é bem maior, maior e mais pesado, eu não me canso de ser mal-criado, de rir do errado, e sonhar acordado,
ser normal nunca foi um pecado, mas prefiro a vida de levado, pichando o muro e riscando o carro,
se algo eu escolhi, com certeza eu mereci, pois mais do que tudo eu vivi,
mesmo sendo nas costas do outro, fazendo do mundo o meu próprio jogo, e criando tudo do meu gosto,
o que não me domina é a tristeza, talvez seja pela minha frieza, mas o meu sobrenome é incerteza, pois dela nunca consigo me livrar,
o monólogo tá longe de acabar, mas sei que muita gente ainda vai estrelar,e eu tento só saborear, cada segundo, cada minuto, com ou sem amar, porque a cortina vai fechar, mas o espetáculo tem que continuar.
minha primeira tentativa de rima, espero que alguém goste, porque eu não gostei. Apesar que eu achei que ficou bem parecido com a minha vida.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
O monólogo do palhaço.
Postado por h.b às 01:11
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