domingo, 26 de outubro de 2008

malditas palavras.

e quando a gente espera o máximo, vemos o mínimo...mas sobrevivemos.

p.s:palavras que não precisaram ser ditas pra decepcionarem, e que talvez tenham decepcionado apenas por não serem ditas.
Mas afinal, como diz algum poeta famoso: Nós não nos decepcionamos com as pessoas, apenas esperamos delas mais do que elas podem nos dar.

palavras.

"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que já não podiam escutar a música..."

p.s: de um extremo ao outro, não sei como sobrevivo.

sábado, 25 de outubro de 2008

haja o que houver.

Never knew I could feel like this
Like I have never seen the sky before
I want to vanish inside your kiss
Every day I love you more and more
Listen to my heart, can you hear it sings
Telling me to give you everything
Seasons may change, winter to spring
But I love you until the end of time

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day

Suddenly the world seems such a perfect place
Suddenly it moves with such a perfect grace
Suddenly my life doesn't seem such a waste
It all revolves around you
And there's no mountain too high
No river too wide
Sing out this song and I'll be there by your side
Storm clouds may gather
And stars may collide
But I love you until the end of time

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day

Oh, come what may, come what may
I will love you,
I will love you
Suddenly the world seems such a perfect place

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day.

Come what may- Mouling Rouge

terça-feira, 21 de outubro de 2008

minha menina.

minha menina.

menina que me guia
menina que me leva
menina que me supreende

menina rebelde
menina inconstante
menina inconciente

menina que me preocupa com tanta despreocupação
menina que me mostra como é viver com emoção
menina que me cerca de tudo o que eu mais preciso
menina que me vê como mais nenhum consegue

saiba você minha menina, que és tudo que eu preciso
que sem você a minha vida simplesmente não tem sentido
que o meu amor por você é como nunca, indescritível
e que a mera suposição de te perder, me faz sentir que não consigo

porque afinal minha menina, eu com você sou eu, eu sem você nada sou.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Nelson Rodrigues

Nelson Rodrigues é um gênio, fato! Hoje parei para reler a peça que mais gosto dele "A mulher sem pecado", é impressionante a alma dos personagens, o conflito interno de Olegário que faz quem estar lendo ficar angustiado, a pureza de Lídia que agüenta o ciúmes doentio de seu Marido.
Olegário é uma paralítico casado com Lídia, ele tem um ciúme angustiante e a questiona todo o tempo sobre a fidelidade, inventa histórias mirabolantes e coloca pessoas para vigiá-la até quando vai a padaria. E Lídia é totalmente fiel a seu marido e agüenta as loucuras que ele faz por causa desse ciúmes, Olegário no fundo sabe que sua mulher é fiel mas não se conforma com isso e coloca na cabeça dela que ela tem que ser infiel, inventa bizarrices como quando fala que ela o trai quando esta no chuveiro, olhando o próprio corpo, pra ele isso é uma infâmia. Uma peça altamente psicológica que consegue encantar qualquer um que esteja lendo.
Um trecho que consegui pegar na internet:

(Olegário vira a cadeira e a impulsiona até a outra extremidade do palco. Lídia tem um olhar intraduzível para a cadeira. Olegário volta para junto de Lídia e d. Aninha.)

OLEGÁRIO (cruel) - V-8!

LÍDIA (virando-se, rápida) - O quê?!

OLEGÁRIO (com rancor e com voz surda) - V-8! V-8, sim! Não adianta olhar para mim dessa maneira, (com escárnio) V-8! No Grajaú era assim que todo o mundo chamava você. Ou vai dizer que não?

LÍDIA (desesperada) - Você está vendo? É por isso que eu evito vir aqui! Para não ouvir o que Você me diz! Para não agüentar seus ciúmes!

OLEGÁRIO (com insistência cruel) - Mas chamavam ou não chamavam você de V-8?

LÍDIA (sem lhe dar atenção às palavras) - Engraçado, Você não era assim!

OLEGÁRIO (obcecado) - V-8! (Lídia vira-se para olhá -lo com absoluto desprezo. Olegário está de costas para a platéia.)

LÍDIA (com voz surda)- Continue dizendo V-8! Continue!

OLEGÁRIO (cínico)- Você quer saber de uma coisa? Eu acho que a fidelidade devia ser uma virtude facultativa.

LÍDIA (com desprezo)- Desistiu de me chamar de V-8?

OLEGÁRIO (continuando, cínico)- Você não acha que seria negócio pra você e para todas as mulheres? Que a fidelidade fosse uma virtude facultativa? A mulher seria fiel ou não, segundo as suas disposições de cada dia.(sardônico) Você com o direito --- de ser infiel. Que beleza!

(Lídia volta-se para d.Aninha, ficando de costas para a platéia)

OLEGÁRIO (perverso)- Não diz nada?(Lídia, em silêncio. Olegário mete a mão no bolso. Tira o telegrama. Lê para si.)

OLEGÁRIO (com intenção) - Eu tenho aqui um telegrama que você daria tudo para ler!

LÍDIA (cortante) - Não me interessa!

OLEGÁRIO (positivo) - Isso é o que Você pensa! (provocador) Se você soubesse o que diz esse telegrama! Faça uma idéia!

LÍDIA (desabrida) - Não faço idéia nenhuma!

OLEGÁRIO (enigmático) – Sabe quem sofreu um acidente? Imagine!?

LÍDIA (vira-se para Olegário. Olha-o) -Quem?

OLEGÁRIO (com afetação) - Coitado! Um desastre de automóvel - veja você! Ficou com as duas pernas esmagados!

LÍDIA (contendo-se) - Mas quem foi?

OLEGÁRIO (sardônico) - Então não desconfiou ainda?

LÍDIA (nervosa) - Desconfiar de quê, Olegário? Diga!

OLEGÁRIO (cruel) - Quem ficou com as pernas esmagados! Foi seu amante! Ficou com as duas pernas esmagados! (Lídia recua, de frente para Olegário, em direção da escada.)

LÍDIA - Não! Não! Eu não tenho amante! Nunca tive amante! (Olegário a acompanha, na cadeira de rodas.)

OLEGÁRIO (num grito estrangulado) - Me enganando... Me traindo...

LÍDIA (com expressão de terror) - Eu vou-me embora. Não fico mais aqui!

OLEGÁRIO (impulsionando a cadeira, enquanto Lídia recua) - Vai embora, para onde? (como que caindo em si) Lídia! Venha cá, Lídia!

LÍDIA (no segundo degrau, de frente para Olegário, obstinada) - Eu vou-me embora!

OLEGÁRIO (encostando a cadeira na escada, em pânico) - Não, Lídia! Desça! Eu menti! Desça!

LÍDIA (subindo mais um degrau, implacável) - Não!

OLEGÁRIO (em pânico) - Foi brincadeira, Lídia! Venha cá !

LÍDIA (com rancor) - Brincadeira, isso?

OLEGÁRIO (suplicante) - Eu quis fazer uma experiência com você, Lídia! Inventei a história das pernas esmagados. Desça, Lídia! Desça! O telegrama não tem nada! É outra coisa!

(Lídia desce lentamente e senta-se no primeiro degrau.)

LÍDIA (patética)- E eu ter que aturar isso!

OLEGÁRIO- Eu quis ver se você caía. (sardônico) Uma notícia dada a queima-roupa às vezes produz reações surpreendentes. (para Lídia, com excitação)Se você desmaiasse, dissesse um nome...

LÍDIA (dolorosa) - Ah, meu Deus! Dia e noite, a mesma coisa! (espremendo a cabeça entre as mãos) Antigamente, Você não era assim!

OLEGÁRIO (virando a cadeira) - Não era assim, como?

LÍDlA (amarga) - Não era assim, não! Está assim depois que ficou doente. Antes, preferia o escritório a mim. (excitada) E só conversava sobre negócios. (Vem sentar-se numa cadeira.)

OLEGÁRIO - Mas você era feliz, não era?

LÍDIA (excitada) - Feliz, eu! (afirmativa) Nunca fui, meu filho! (com ironia e noutro tom) Como eu poderia ser feliz abandonada? Abandonada, sim, por um marido que chegava em casa às 2, 3 horas da manhã!

OLEGÁRIO (sem olhar para a mulher) - Diga só uma coisa. Você não teve sempre "tudo" de mim, tudo?

LÍDIA (amarga) - O que é que Você chama "tudo"? (noutro tom) Já sei. "Tudo" para você são móveis, casa, automóvel, cinema, dinheiro! - "Tudo"! Você se esquece que eu tive "tudo" -'como você diz - tudo, menos marido. É o que muitas não têm - muitas - marido!

OLEGÁRIO (irônico) - Então você nunca teve marido?

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LÍDIA (cansada) - Olha, Olegário, eu vou ver uma coisa lá em cima. (Lídia começa a sair para a escada)

OLEGÁRIO (baixo) - V-8!

LÍDIA - O quê?

OLEGÁRIO - V-8!

(Desesperada, Lídia sobe a escada correndo. O olhar de Olegário acompanha Lídia. Luz em penumbra. Luz vertical sobre Olegário.)

Enfim, se alguém quiser criar um grupo de teatro e montar "A mulher sem pecado" me chamem, por favor. ;)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O dia que nascer diferente.

E o que será que vai ser daqui pra frente? Queria ser aqueles advinhas pra poder ver o que vai acontecer...aliás, não queria não, adoro adrenalina e ia perder totalmente a graça se eu já soubesse. Preciso te abraçar, te olhar nos olhos e falar tudo que estou sentindo, pois só você é capaz de me fazer sorrir do nada, de sentir que o dia valeu a pena, de ter a certeza de que vai dar tudo certo, de pensar em coisas que eu nunca imaginei, de acelerar os batimentos cardíacos quando olho pra você, de perceber que nem tudo que eu penso é o correto, de querer compartilhar tudo que penso e sinto com uma pessoa, de saber que o meu carinho por você só aumenta a cada dia. E viver sonhando que vai dar tudo certo, que eu vou ter a chance de te fazer feliz, e sonhar com o dia que vai nascer diferente nos meus olhos, que eu vou achar tudo e todos lindos, que você vai estar ao meu lado, que eu vou ter mais certezas que incertezas. Mas até que esse dia chegue, a gente vai levando a vida com a cabeça nas nuvens e os pés no chão sem perder a confiança mas sem se iludir com a beleza da vida. ;)

Resmungando.

Nossa, estou me sentindo mal por estar a uma semana sem postar no blog. Todos os dias tento escrever algo e só saem melecas (hoje literalmente pois peguei uma gripe do caramba)acho que estou perdendo a prática. Ah, por falar em gripe, sempre quando eu pego gripe eu lembro da Ana (sim Ana, de você!) fico reclamão, fraco e me queixando de dores que as vezes nem são tão fortes mas é como se isso já fizesse parte de mim, é estranho.E o pior é que me sinto bem estando mal, sei lá é estranho...deve ter um nome pra isso, como se a gripe roubasse os meus pensamentos e problemas.
Pois é, final do ano ta chegando e quando passar a minha gripe sinto que milhares de pensamentos e preocupações dominarão minha cabeça, aliás, já dominaram mas estão gripados demais pra me fazerem ficar desesperado. Primeira vez na minha vida que eu estou com medo de reprovar (não, eu não acho isso bonito Laura, Júlia, Ana e Bruna (que são as únicas pessoas que lêem o blog. Aliás acho que a bê nem lê mais tudo bem))mas sei lá, é estanhão estar precisando de nota assim. Ah, e ta começando a cair a ficha de que a Júlia vai embora e eu queria/esperava que essa ficha caísse mais tarde, pra eu ficar menos triste.
Sim, resumindo minha vida ultimamente: problemas escolares, saudades da Ana (sério, to pra morrer de saudade de ti, Ana), congestão nasal, ódio mortal de Juiz de Fora, brigado com metade de meus amigos, com saudades da Yasmin, da Bê, da Gabi, da Rá e da Nath.
E aah, tem uma coisa boa no meio de todo isso (e confesso que é a que me faz agüentar todo esse tranco): eu continuo apaixonado. *-*

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

8.

Hoje eu quero protestar, é isso mesmo, protestar contra a falta de sensibilidade das pessoas. É no mínimo estranho o fato de 8 pessoas serem ligadas de tal forma que poderiam dar a vida pelo outro, sim, a vida. Eu, graças a Deus, sou um felizardo por estar entre essas 8. Agora me diz um negócio, como 8 pessoas que se chamam de irmãos, que fazem tudo pelo outro, que ficam depressivas com a depressão do outro, podem simplesmente ignorar o fato de que 3 delas vão embora? Como duas delas podem simplesmente fingir que não são mais amigas? Pra mim isso é resultado de uma falta de maturidade incrível, pois sei que, apesar delas não admitirem, uma morre de saudades da outra. Nessas horas que eu fico depressivo por lembrar o que a gente passou, da nossa intimidade, dos risos e mais risos, dos choros e mais choros (porque elas choram demais, acredite!) da convivência mesmo. Eu fui um dos últimos a entrar no meio disso e lembro do encanto que tinha pela a amizade da Ana e da Jú, sérião, sonhava em ter uma amizade daquelas, parecia de cinema sabe? Chamavam-se de irmãs e tudo, achava tudo isso o máximo. E agora fico besta ao perceber que é assim que funciona comigo agora, e não é só com uma e sim com 7 (há, sou poderoso). Mas, como nada é perfeito, o orgulho de alguns e a falta de sensibilidade de todos(sim, todos!) fez com que uma parte disso se perdesse, e agora eu sinto que tudo é incompleto, como se me faltasse um braço ou um olho, mas tudo bem, né? Os 8 são mestres quando a questão é o orgulho.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Par ou ímpar

- Par.

-Ímpar.

-Ganhei!

-Não, eu ganhei.

-Claro que não, eu era par.

- Não, você era ímpar.

-Deixa de ser mentiroso, eu começo.

-Deixa de mentira você, eu ganhei.

-EU ganhei.

-Fui eu que ganhei, mas vamos de novo.

-ok, PAR!

-ÍMPAR!

-Ganhei!

-Não, isso é um 4.

-Claro que não, é um 3.

-Meu Deus, você não sabe perder.

-Você que não sabe, você colocou esse depois.

-Claro que não.

-Claro que sim, nossa...como você mente.

-EU minto? Você que ta roubando.

-Haha, muito engraçado...você sabe que você que ta roubando.

-Quer saber, não quero mais jogar.

-Nem eu.

domingo, 5 de outubro de 2008

Cabeça nas nuvens e os pés no chão

Ah, as nuvens...me sinto mergulhando nelas como quando os aviões passam dentro delas e tudo fica branco, aqui dentro esse branco significa leveza, significa incertezas que as vezes parecem tão certas, significa um bem estar por poder mostrar pra todo mundo que você só me faz bem. É tão bizarro o ritmo descompassado do meu coração quando eu vejo as 5 letras que quando juntas formam o que me faz feliz, e quando eu faço uma cara de idiota apaixonado (eu nunca vi, mas sei que faço) quando você dá a sua opinião sobre algumas meninas com quem eu me relaciono ou quando leio algumas coisas que você escreve sonhando que fossem pra mim. E perceber que me apaixono todo dia por você de novo, as vezes só por uma frase sua, me faz ver o quanto você é importante pra mim. E as vezes sinto que posso voar, tirar os pés do chão e passar o dia imaginando, sonhando, porque sei que na hora certa eu voltarei ao chão, sem me machucar, sem me arrepender. Aliás, sinto que tudo está diferente de quando começou, como se estivesse maior, mais forte, mais sólido e fico feliz com isso. Como eu queria passar pra você nem que fosse a metade do que você passa pra mim, queria poder te fazer rir, te fazer sentir que tudo será mais fácil se eu estiver do seu lado, queria te passar segurança, queria conseguir roubar nem que fosse meia hora do que passa na sua cabeça e ficar lá, queria poder estender a minha mão sabendo que você vai segurá-la.

sábado, 4 de outubro de 2008

a falta de criatividade e do que fazer me fez escutar 25 músicas seguidas de uma banda que nunca tinha escuta, somente pra postar algo.¬¬
então, com vocês: Sessão Ludov

Já é tarde pra mais uma rodada
Seus problemas e dilemas não estão mais aqui
Tanto faz ser vítima ou culpada
Abra os olhos e as janelas
Deixe o sol te iluminar
Deixe tudo pra lá
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Fala a verdade, por favorDiz que é mentira esse rumor
Que você vive sofrendo
Que você anda morrendo de pavor
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Deixa eu te ninar
Deixa eu perder meus dedos nos teus cabeloes
Teus pesadelos vão terminar
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E o que eu queria era ficar com você
Tudo que eu mais queria era ficar com você
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Sei que tudo há de vir no seu devido tempo
Quem me dera dar o mundo pra vocêE um pouco mais de paz
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Vou te pegar a mão
Te levantar do chão
Te levantar do chão

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Cidade dos Anjos


Tocar. Esse é o poder que os anjos não têm e eu realmente acredito que não deve ser fácil viver sem poder sentir. Mas trocar a eternidade por uma noite, a música no pôr-do-sol por apenas uma alegria, por poder senti-la uma vez que fosse, isso sim é raro. O poder que esse toque tem é maior do que todo o amor do mundo e as inúmeras mensagens que ele passa são incríveis. Ver uma vida sendo trocada por uma noite é no mínimo assustador, mas só prova o quão estranho é esse mundo e o quão maravilhoso o mesmo é com toda essa estranheza. A mulher que se apaixona por um anjo, e o homem que acredita que sentir os cabelos dela entre seus dedos vale o preço da eternidade, assim me surpreendo com o poder do toque. Mas afinal, o que é o amor se não uma surpresa?
Ele é um anjo. Ela é uma simples mortal. Juntos conheceram algo mais forte que as regras do universo.
Sintam-se tocados.